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domingo, 11 de abril de 2010

Estou de férias!!!

Dia 31 de março, véspera do feriadão da páscoa, foi meu último dia de trabalho. Afinal, desde o dia 5 de abril, estou de férias. Tenho meio que trauma de redações sobre minhas férias e, por isso, evitei escrever qualquer coisa aqui a esse respeito, só que não resisti. Depois de um fim de semana chuvoso em Paraty, de onde voltei justo a tempo de proteger-me do temporal que castigou o Rio nessa semana, vi-me forçada a ficar em casa por uns dias. Ok, precisava descansar, né? E, se por um lado pensava que "ninguém merece começar as férias com tanta chuva", por outro agradecia "por não ter que sair nessa chuva para trabalhar, não ter que me estapear para pegar o metrô lotado ou esperar horas por um ônibus xexelento". Bom mantra, que recomendo a todos os que estiverem de férias agora.

Pois bem, a chuva parece estar indo embora e, com isso, a vida citadina retoma seu eixo... E minha vida social, idem. Então, sexta passada, venci a inércia e fui encontrar a Julie no centro do Rio. Pena que uns resquícios de chuva fizeram questão de atrapalhar nossos planos de bater perna pelo Saara (mas o sol ainda brilhará! Saara, tremei!)... Entretanto, até que foi bom, porque tivemos um excelente motivo para entrar num lugar muito simpático (que namoro a tempos, da janela do 229) chamado Café do Bom, Cachaça da Boa. Lindo, lindo, lindo demais! E gostoso, aconchegante... Só não me animei a subir as escadas para ver os livros do sebo que funciona no mezanino. É que, depois de jogar conversa fora, tomar água, espresso (bom, muito bom!), pastelzinho de tomate seco com ricota e brownie com calda de chocolate (pecaminoso...), achei melhor aproveitar a estiada para bater perna na rua. Julie, que tomou um singelo chá com bolinho de laranja, concordou, e fomos para na Caixa Cultural.

Rua Carioca 10, no coração do Rio

Vimos a exposição A Pintura em Pânico - Fotomontagens de Jorge de Lima, sobre a qual eu havia lido a respeito e que me pareceu interessante. Como já disse em outro post, não sou uma fã de exposições, mas tenho me esforçado para encontrar sentindo nesse tipo de fruição artística. Achei que a ideia de fotomontagens poderia gerar coisas divertidas e, bem, já que nem a Julie gostou muito da mostra, nem me envergonho em dizer que não gostei. Poxa, a sala era muito escura e a maioria das imagens (em preto e branco) não me dizia nada. Na verdade, acho que o tal do Jorge de Lima devia estar mucho loco na hora de criar aqueles troços... E o sentido se perdeu junto com ele, infelizmente. Sei lá, vai ver que é por isso que não entendia patavina da propalada obra-prima Invenção de Orfeu de que tanto falam no meio acadêmico. Estou em outra sintonia, pelo visto. Não curto muito poesia, para iníco de conversa. E não compreendo bem simbolismos religiosos, alusões místicas... O hermetismo, confesso, me cansa. Então, Jorge de Lima não é para mim, a despeito de muitos o considerarem sublime. Que seja, acredito... :-)

Mas a ida à exposição até que não foi de todo perdida. Além da meia dúzia de fotomontagens que, enfim, considerei realmente interessantes, havia uma mesa com revistas, papéis, cola e tesoura para que os visitantes fizessem suas próprias fotomontagens. Não gostei muito do acervo de imagens disponíveis, a luz era um tanto fraca e os bancos, deveras desconfortáveis, porém, diverti-me bastante. Adoro corte-colagem! E até propus à Ju que fizéssemos uma sessão dessas aqui em casa. Afinal, tenho trocentas coisas para usar aqui... O que não me falta é papel, cola e tesoura. Arrumar as revistas é mole!

Eis minha obra de arte... :-P

Leiam, aqui, o relato da Julie sobre a nossa tarde. As fotos, como vocês perceberão, "roubei" de lá.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Enquanto isso, no Centro Cultural dos Correios...

Costumo dizer que não gosto de exposições. Ao ouvirem isso, as pessoas, em geral, se assustam e começam a me criticar (algumas de maneira bastante impolida, aliás). Não entendem que eu, uma pessoa que elas julgam que goste de tanto de cultura, diga que não gosto de exposições. Mas o fato é que não gosto. Não da maioria delas, pelo menos. E não gosto por vários motivos: seja por conta das obras em si, de sua organização no espaço, do artista, da temática, seja por conta do público, que parece, por vezes, comparecer por obrigação.

Eu, admito, acho exposições, lato sensu, algo meio aborrecido. Lembro de uma, do Dalí, no Museu de Belas Artes, com obras interessantíssimas, mas cuja fila de entrada dava a volta no prédio. Resultado: parecíamos uma linha de montagem. Só dava tempo de parar rapidinho na frente de cada quadro ou escultura, porque a fila precisava andar. O mesmo aconteceu com a mostra do Rodin... E isso só para citar duas a que tive vontade de ir. Outras, confesso, o pavor de ter que esperar na fila para ver um quadro ou de ter que disputar o espaço à frente da obra (em algumas exposições não há fila) me fizeram, simplesmente, ficar em casa. Sei lá, não faço essa questão toda de ver ao vivo coisas que posso ver num catálogo ou na tela do meu computador. Entendo que outros prefiram ver de perto, observar as dimensões reais, a textura... E acho mesmo que isso é bastante lógico. O problema é que eu não sou uma pessoa de exposições.

Pois bem, fiz essa introdução enorme para que vocês entendam a dimensão do que vou recomendar agora. Estão sentados? É que eu fui, espontaneamente, ao Centro Cultural dos Correios para ver a mostra de arte coletiva A cara do Rio. Saí de lá encantada e até meio chateada, porque não consegui ver tudo no mesmo dia. É que eu aproveitei o intervalo da pós para o almoço e dei um pulinho lá, com minha amiga Flávia. Gostei tanto que assinei o livrinho e ainda voltei para terminar de ver num outro sábado de aula. E assinei novamenteo livrinho. Claro que não adorei todas as obras, mas é que há coisas tão legais que nem importa que nem todas o sejam. Ou seja, eu, pessoa não dada a exposições, recomendo que todos vejam essa mostra. A entrada é franca e a visitação ocorre de terça a domingo, das 12h às 19h. Além disso, o ar condicionado do Centro Cultural dos Correios (rua Visconde de Itaboraí 20, Centro) é maravilhoso e o elevadorzinho antigo que se pode usar para subir até o 3º andar é um charme. Mas corram, porque, no dia 11 de abril, termina.

Detalhe de uma de minhas obras preferidas: Assim caminha a humanidade
Autor: Robson Reis Marques - Realmente, tem mais impacto ao vivo...

Estando por lá, aproveitem para ver também a mostra O poeta é um fingidor, com pinturas do português Norberto Nunes, baseadas em obras de Fernando Pessoa. Vejam que eu, apesar de formada em letras e de ser uma amante da literatura, da mesma forma que não curto exposições, tampouco curto poesia, mas Fernando Pessoa... Há poemas simplesmente geniais. Mesmo porque não há somente um Fernando Pessoa, mas vários: um Bernardo Soares, um Alberto Caieiro, um Ricardo Reis... Caí lá por acaso, depois de perambular por umas gravuras mexicanas que quase me levaram ao tédio absoluto. Claro que não vi direito, pois já estava saturada, mas pretendo ir mais uma vez, para olhar com mais calma, fruir um pouco... Ora, vejam só... Será que acabarei mudando de ideia a respeito de exposições? Ou será que a maioria delas é que é tediosa como a tal das gravuras mexicanas? Em tempo: a mostra está no 2º andar do mesmíssimo Centro Cultural dos Correios, que abriga a primeira mostra recomendada. O horário de visitação é idêntico e o prazo para vê-la, idem.

Outra preferida, desta vez da exposição
de Norberto Nunes: Acordar na cidade de Lisboa

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Perdão, sumi de novo

Ando meio sem vontade de escrever no blog. Não é falta de assunto, porque estes estão por aí, em toda parte. Basta um pouquinho de disposição e pronto: escreve-se. Às vezes, um tema sem muita importância pode virar um texto bacana. É possível, sim, tirar leite de pedra. Mas não é por isso que não tenho escrito aqui...

O problema maior é que os assuntos sobre os quais tenho pensado ultimamente não são muito publicáveis, são coisas que não pretendo divulgar, debater abertamente: são pessoais. Bem, meu blog é estritamente pessoal, já que só falo sobre o que me interessa e ponto final. Entretanto, justamente por isso, faço uma pré-seleção do que desejo ou não tornar público e notório. Por conta disso, aliás, já deixei de comentar um monte de coisas. Inclusive, porque, há coisas que só fazem sentido se escritas no timing certinho. Se passou aquele momento exato, já era. Melhor calar.

Bem, tudo isso é apenas para dizer que ainda estou por aqui, sim. O blog está ativo, embora eu não esteja tanto assim... Estou ligeiramente fechada para balanço, repensando escolhas e caminhos. Sinto que estou vivendo um momento crucial, daqueles em que é preciso tomar uma posição. E eu não quero me deixar apenas "levar pela maré". Quero decidir. E, com isso, me lembro do verso de Fernando Pessoa: "Navegar é preciso, viver não é preciso".

Todos os dias me deparo com esta Nau Capitânia,
atualmente em exposição no Espaço Cultural da Marinha (RJ)
Aos interessados: de terça a domingo, das 12h às 17h - É de graça!

Para quem não conhece, segue o poema:

Navegar é Preciso
(Fernando Pessoa)

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não
É necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso
tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho
Na essência anímica do meu sangue o propósito
Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

Aproveitando a deixa, segue a letra da música Os Argonautas, de Caetano Veloso, que dialoga com o poema acima:

Os Argonautas
(Caetano Veloso)

O Barco!
Meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração
O porto, não!...

Navegar é preciso
Viver não é preciso...(2x)

O Barco!
Noite no teu, tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco da madrugada
O porto, nada!...

Navegar é preciso
Viver não é preciso (2x)

O Barco!
O automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto, silêncio!...

Navegar é preciso
Viver não é preciso...(6x)

E, para concluir... Não podia ficar de fora:

Timoneiro
(Paulinho da Viola)


Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz

segunda-feira, 16 de março de 2009

Vik Muniz, do MAM ao Getúlio

Ontem, domingo chuvoso, venci minha natural resistência a exposições e fui ao MAM para ver de perto do trabalho de Vik Muniz. Gostei, mas confesso – como em geral acontece, já que não sou muito fã desse tipo de programa – que fiquei decepcionada. Não com o talento ou a criatividade do artista, mas porque suas obras são – todas – retratos de trabalhos que ele fez com diversos materiais. Explico-me (ou tento): ele usa matérias-primas variadas, como sucata, plástico, manteiga de amendoim, algodão e até chocolate. Entretanto, nada disso está lá. A obra de arte é a foto do desenho que ele fez com o macarrão, por exemplo. É a foto das imagens que ele criou com arames ou alfinetes.

Se o prato estivesse lá, talvez valesse mais o ingresso


Ok. Alguns podem argumentar que as obras feitas com sucata não caberiam em exposição alguma. Concordo. Talvez por isso o que mais gostei na exposição tenham sido os vídeos que mostram como essas obras (com sucata e lixo) são feitas. Outros diriam, também, que o artista – ao fotografar seus trabalhos, como as esculturas em algodão – pode escolher o melhor ângulo e a melhor iluminação para a criação de um determinado efeito. Sim, sem dúvida. O fato, porém, é que senti falta do relevo que esses tão distintos materiais criariam nas obras. A fotografia, por melhor que seja, é unidimensional.

Lamento, ainda, que os textos explicativos que orientavam a exposição fossem tão sucintos. Isso, aliás, parece ser uma tendência nas exposições em geral, mas eu acho de uma pobreza... Informação nunca é demais, poxa. E, afinal, ninguém é obrigado a ler tudo. Um exemplo concreto são as imagens que recriam fotos famosas da revista Life. Ora, o textinho que introduz a série diz que o artista ficou surpreso com o fato de as pessoas nem sempre perceberem as incongruências presentes nas tais imagens, feitas de memória. Se até dele os detalhes escaparam, por que não do público? Creio que as fotos originais poderiam estar ali perto, para quem quisesse fazer a tal comparação...

De qualquer forma, devo concordar com a crítica especializada: o artista é interessantíssimo. Se eu, leiga impaciente, não gostei mais, foi apenas porque o MAM estava lotado. E aquela desordem de gente andando em ziguezague, aquele burburinho todo, me irrita um pouco. Para piorar, esqueci de colocar o boleto da pós na bolsa e tive que pagar a inteira (R$ 8). Mea culpa. Por isso mesmo, dou o braço a torcer e admito: ir ao MAM é um bom programa. Entretanto, talvez seja melhor num dia sem chuva... Para caminhar (ou andar de carrinho elétrico) pelo Parque do Flamengo, aproveitando o fechamento das pistas do Aterro para o lazer, e culminar por ali, tomando um café e curtindo uma bela paisagem. Aliás, pena que o café fica tão escondidinho... Eu adoraria que fosse de frente para a baía! Quanto à programação de março, a exposição fica em cartaz até o dia 22 e, na cinemateca, estão exibindo clássicos do cinema japonês.

***

O dia terminou – já noite – no Bar Getúlio, no Catete. Apesar das duvidosas paredes laranjas, o bar continua simpático. Bom atendimento, comidinha gostosa, chopp gelado e ar condicionado potente. Eu, Flávio, Fernando, Juliana e Rosana ficamos lá, batendo papo e adiando a hora de voltar pra casa. E já temos nossa próxima parada: o Restaurante Berbigão, diretamente de Jurujuba (Niterói) para o outro lado da esquina com a Silveira Martins. Parece promissor.

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Por ti Javé

...ou Narradores de uma América Pré-Colombiana?


Venci a preguiça e fui ao CCBB assistir à mostra “Por ti América” (em cartaz até 29 de janeiro). De repente, me vi em meio a fragmentos de civilizações tão anteriores à nossa. Verdadeiros pedaços de um continente com o qual mal conseguimos sonhar... É a velha história: seriam os deuses astronautas? Sei lá. Mas o fato é que são várias perguntas sem resposta e uma enorme quantidade de conhecimentos perdidos, talvez para sempre.

É aterrador perceber que da cultura riquíssima de um povo, muitas vezes, só sobram os vasos, pequenas esculturas e enfeites. Na exposição, além disso, vemos pedaços de tecidos e vídeos explicativos. Os nomes dos povos, os tais sambaquis, tupinambás e afins, a gente vai aprendendo aos poucos... E o nome dos locais, idem. Afinal, quando se fala em América Pré-Colombiana, não dá para usar a terminologia atual e referir-se a Brasil, Argentina... Então, dá-lhe Mesoamérica, Andes etc.

Essa visita me fez lembrar, ainda, de um filme a que assisti em dvd. Já faz alguns meses, mas não cheguei a comentá-lo por aqui. Chama-se “Narradores de Javé” e é um filme que fala sobre a memória de um povo. Dirigido por Eliane Caffé, o filme traz no elenco nomes como o de José Dumont, Matheus Nachtergaele, Gero Camilo, Nelson Dantas e Nelson Xavier, entre outros. A história conta o seguinte: ao saberem que a cidadezinha de Javé será inundada para a construção de uma usina hidrelétrica, os moradores decidem preparar um documento contando os grandes feitos da cidade, numa tentativa de salvá-la da destruição. Para isso, recorrem a Pedro Biá (José Dumont), que é o único que sabe escrever e que, no passado, numa tentativa de salvar seu emprego nos Correios, provocou uma grande confusão ao escrever cartas anônimas para todos.

O filme é simples. Singelo talvez seja a melhor palavra. Os personagens são engraçados, embora um tanto superficiais... E as situações, ah, são engraçadíssimas! Além do mais, acho tão poética a história das cartas de Pedro Biá! Eu mesma já me peguei prometendo voltar a enviar cartas, caso os Correios corressem o risco de fechar suas portas por causa da internet... Mas, voltando ao filme, embora o fim deixe um pouco a desejar, considero-o imperdível. Tanto quanto a exposição, aliás. Fico imaginando aqui o que teríamos sabido se cada povo, antes de desaparecer, produzisse um documento coletivo em que contasse toda a sua história. Talvez fosse uma narrativa tendenciosa e, com isso, se tornasse um fragmento a mais. Mas é possível, também, que fosse a chave para milhares dos mistérios que permeiam a história da humanidade. E, assim, poderíamos olhar para o futuro com mais atenção, pois teríamos – verdadeiramente – uma consciência do passado.