Além disso, gosto de ver filmes. Alguns eu alugo na Netmovies, outros dou sorte de "pescar" num Telecine ou HBO da vida. O problema da locadora é que eu nunca consigo alugar os DVDs na ordem em que gostaria de assisti-los. Com isso, cada troca de filme é uma surpresa, o que nem sempre é bom. Em primeiro lugar, porque a locadora não consegue adivinhar em que "clima" a gente está... Daí, eu, que misturo em minha lista vários estilos cinematográficos, sempre corro o risco de receber um drama no momento em que gostaria de ver uma comédia e vice-versa. Mas é uma boa locadora, tem muitos títulos, preço em conta e não cobra multa por atraso. Explico: a gente paga por um pacote, que dá direito a uma determinada quantidade de filmes por mês. Se der tempo de ver tudo, beleza. Se não der, a mensalidade está paga e pronto: continuamos com o filme por quanto tempo quisermos, mas não pegamos outro. Eu, obviamente, tenho o plano mais baratinho: tenho direito a quatro DVDs por mês. Não preciso mais que isso.
Sinta-se à vontade! Está vendo aquele sujeito de camisa amarela, encostado no balcão? Pois então... É o freguês mais antigo deste "café zurrapa", como tantos que existem no Largo da Lapa. Folião de raça, há muito já passou do quarto copo de cachaça! Como diria Ary Barroso: "isso não é chalaça"!
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Nas vagas horas...
Além disso, gosto de ver filmes. Alguns eu alugo na Netmovies, outros dou sorte de "pescar" num Telecine ou HBO da vida. O problema da locadora é que eu nunca consigo alugar os DVDs na ordem em que gostaria de assisti-los. Com isso, cada troca de filme é uma surpresa, o que nem sempre é bom. Em primeiro lugar, porque a locadora não consegue adivinhar em que "clima" a gente está... Daí, eu, que misturo em minha lista vários estilos cinematográficos, sempre corro o risco de receber um drama no momento em que gostaria de ver uma comédia e vice-versa. Mas é uma boa locadora, tem muitos títulos, preço em conta e não cobra multa por atraso. Explico: a gente paga por um pacote, que dá direito a uma determinada quantidade de filmes por mês. Se der tempo de ver tudo, beleza. Se não der, a mensalidade está paga e pronto: continuamos com o filme por quanto tempo quisermos, mas não pegamos outro. Eu, obviamente, tenho o plano mais baratinho: tenho direito a quatro DVDs por mês. Não preciso mais que isso.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Feriadão de Natal - 2ª parte
No sábado, depois de tirar uma soneca à tarde (com ar condicionado ligado que ninguém é de ferro e o ventilador só fazia espalhar o ar quente), fomos ao Estação Barra Point ver Bastardos inglórios, do Quentin Tarantino. Acho que foi a primeira vez que realmente gostei de um filme de ficção sobre a II Guerra Mundial. Justamente por ser ficção. O filme altera completamente os fatos, adultera a História e faz com que a gente saia do cinema de alma lavada. Eu teria gostado mais se a versão fosse menos pró-EUA, é verdade. Porém, acho que o filme cumpre bem o seu papel de ficção e ajuda na catarse coletiva. Se há por aí quem adultere os fatos no intuito de dizer que não houve Holocausto, por que não adulterá-los para mostrar uma reação que não houve? É como quando a gente engole um sapo e fica sem resposta. Aquilo fica ali, na garganta, sem ter como sair. E a gente fica pensando em tudo que poderia ter dito, tudo que poderia ter feito e começa a pensar nos mais variados "se...", nas inúmeras possibilidades que teriam ocorrido. Na vida real, a gente raramente tem a oportunidade de resolver isso. Daí, a importância da ficção. Saí do cinema feliz, apesar de terem desligado o ar condicionado durante boa parte da exibição (tremenda maldade, ainda mais com o calor que tem feito no Rio).
No fim do dia, decidimos ir até o Unibanco Arteplex, em Botafogo, para ver Abraços partidos. Decididamente, eu amo os filmes do Almodóvar. Amo as cores, as músicas, os argumentos, os diálogos passionais, o exagero que permeia tudo. Dessa vez, não foi diferente. Recomendo muitíssimo. Se me perguntarem, porém, se apontaria algum defeito no filme, este seria apenas sua duração. Considerei-o excessivamente longo, é fato. Mas foi um tantinho de nada, juro. E foi um tantinho cheio de música, de riso, de cor, de história. Não pesou, não. Pelo menos, para mim. Eu, na verdade, teria ficado lá acompanhando mais um tempo o desenrolar dos fatos. Como se fosse uma série ou novela de TV, o fim poderia perfeitamente vir seguido de um "A seguir, cenas do próximo episódio/capítulo". Eu, apaixonada que sou, teria ficado lá. Ainda mais que, ao sair, um temporal desabava sobre o Rio de Janeiro. Péssimo prognóstico para o réveillon, aliás...