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quinta-feira, 11 de março de 2010

Nas vagas horas...

Continuo lendo bastante. É nisso, basicamente, que tenho gastado meu tempo livre. Tanto que, atualmente, leio dois livros: Memórias de um rato de hotel, de Dr. Antonio (ou Arthur Antunes Maciel ou, ainda, João do Rio, como era conhecido o jornalista Paulo Barreto) e Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, de Joaquim Manuel de Macedo. Como podem notar, ando num momento bem carioca. A leitura anterior, para que tenham uma ideia, foi Os subterrâneos do morro do Castelo, de Lima Barreto, leitura sugerida pelo Rodrigo Ferrari, da livraria Folha Seca. Adorei! Ok, vejo umas quantas séries na TV a cabo, isso é bem verdade e não vejo problemas em admitir. Adoro me distrair com bobagens. Vejo desde as já clássicas CSI (AXN) e House (Universal) às besteirinhas fantasmagóricas, como Medium e Ghost Whisperer, passando pelas "médicas", como Grey's Anatomy. A maioria acompanho pela TV mesmo. Outras, pego na internet (é o caso de Dexter e Epitafios, por exemplo). A última a entrar no roteiro foi Drop Dead Diva, que achei tolinha, tolinha... mas deliciosa.

Uma das minhas estantes, lar dos meus livros,
importada de Guaratinguetá (SP)


Além disso, gosto de ver filmes. Alguns eu alugo na Netmovies, outros dou sorte de "pescar" num Telecine ou HBO da vida. O problema da locadora é que eu nunca consigo alugar os DVDs na ordem em que gostaria de assisti-los. Com isso, cada troca de filme é uma surpresa, o que nem sempre é bom. Em primeiro lugar, porque a locadora não consegue adivinhar em que "clima" a gente está... Daí, eu, que misturo em minha lista vários estilos cinematográficos, sempre corro o risco de receber um drama no momento em que gostaria de ver uma comédia e vice-versa. Mas é uma boa locadora, tem muitos títulos, preço em conta e não cobra multa por atraso. Explico: a gente paga por um pacote, que dá direito a uma determinada quantidade de filmes por mês. Se der tempo de ver tudo, beleza. Se não der, a mensalidade está paga e pronto: continuamos com o filme por quanto tempo quisermos, mas não pegamos outro. Eu, obviamente, tenho o plano mais baratinho: tenho direito a quatro DVDs por mês. Não preciso mais que isso.

Com relação aos filmes que vejo na TV, lamento um pouco não ter como me programar direito. Foi por pura sorte que vi, por exemplo, Sobre café e cigarros no Telecine Cult. E foi graças à (nem tanta) sorte que também vi Divã. Explico: Lília Cabral é divertida, adoro, mas é tudo tão... Marta Medeiros. Também, pudera, é baseado num livro dela. Enfim, para quem gosta do estilo, é um prato cheio. Não é o meu caso. Eu, confesso, pulo sem dó a página dela na revista O Globo... Quando tenho como folhear a revista, claro. Nas poucas vezes em que tentei, para ter certeza que não era preconceito ou má-vontade, achei chato de doer. Não bateu, simplesmente.

Outra bobagem com a qual ocupo minhas horas vagas - embora cada vez menos, porque minha paciência anda curta - são os joguinhos do facebook. E dá-lhe Farmville, Yoville, Cafe World, Restaurant City, Roller Coaster Kingdom... Eu não resisto. É tudo tão coloridinho, tão fofo... Acabo entrando e jogando de vez em quando. Quem me conhece sabe que adoro criar perfis em redes sociais, sempre quero ver o que cada uma oferece, como fucionam. Tenho orkut, facebook, twitter, octopop, beltrano, hi5, multiply, myspace, o livreiro, orangotag... E devo ter outras, porque nunca lembro de todas. É claro que não participo ativamente de nenhuma algumas ficam abandonadas por meses ou, até, anos.

Por fim, quero falar sobre outras bobagens que me encantam na internet: este blog, que nada mais é do que isso, um espaço que criei porque queria entender como funcionava essa história de manter um blog; bizarrices de todos os tipos (minha fonte primária é o Planeta Bizarro, do G1, mas adoro o Fail Blog, o Cake Wrecks, os já manjados Kibeloco e Pérolas do Orkut...); brincar com joguinhos em flash e jogar conversa fora no MSN, no GTalk e no recentemente ressucitado ICQ. Além disso, ando vidrada no Wii Fit... Claro que, antes que me recriminem, prefiro encontrar os amigos pessoalmente, sentar numa mesa de bar, convidar a galera para vir a minha casa (acho o exercício da hospitalidade essencial à vida). O problema é que isso nem sempre é possível, não é? Às vezes, não dá para conciliar as agendas, ou os amigos não estão por perto e o que nos resta é a tecnologia.

Se você chegou até o fim deste post, talvez esteja se perguntando: essa mulher não trabalha?, não estuda?, não tem casa?, não tem marido?, família?, bichos de estimação?... Pois bem, antes que me perguntem, respondo: sim, tenho tudo isso e ainda malho (são 30 minutos, mas já é alguma coisa). Apenas não considero o tempo que "gasto" com nada disso como tempo livre. Trabalhar, estudar, viver em família (com meu marido e meus pais, principalmente), brincar com minhas cadelas e com minha gata, ir à academia, para mim é rotina. Assim como ir à farmácia, ao supermercado... Uma rotina por vezes mutável, mas ainda assim uma rotina.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feriadão de Natal - 2ª parte

Retomando o rumo da prosa...


No sábado, depois de tirar uma soneca à tarde (com ar condicionado ligado que ninguém é de ferro e o ventilador só fazia espalhar o ar quente), fomos ao Estação Barra Point ver Bastardos inglórios, do Quentin Tarantino. Acho que foi a primeira vez que realmente gostei de um filme de ficção sobre a II Guerra Mundial. Justamente por ser ficção. O filme altera completamente os fatos, adultera a História e faz com que a gente saia do cinema de alma lavada. Eu teria gostado mais se a versão fosse menos pró-EUA, é verdade. Porém, acho que o filme cumpre bem o seu papel de ficção e ajuda na catarse coletiva. Se há por aí quem adultere os fatos no intuito de dizer que não houve Holocausto, por que não adulterá-los para mostrar uma reação que não houve? É como quando a gente engole um sapo e fica sem resposta. Aquilo fica ali, na garganta, sem ter como sair. E a gente fica pensando em tudo que poderia ter dito, tudo que poderia ter feito e começa a pensar nos mais variados "se...", nas inúmeras possibilidades que teriam ocorrido. Na vida real, a gente raramente tem a oportunidade de resolver isso. Daí, a importância da ficção. Saí do cinema feliz, apesar de terem desligado o ar condicionado durante boa parte da exibição (tremenda maldade, ainda mais com o calor que tem feito no Rio).



Domingo, depois de assar em casa mais um pouco, terminamos de ver a temporada de Bored to death, série bacaninha do HBO que desistimos de acompanhar pela TV e acabamos baixando pra ver quando bem entendêssemos. São apenas oito episódios, mas os três últimos são muito divertidos. Não conseguimos parar. Para quem nunca ouviu falar, é a história de um escritor fracassado, abandonado pela namorada por ser alcóolatra e maconheiro. Frustrado, decide postar um anúncio na internet, no qual se oferece como detetive particular. Vale uma conferida. O humor lembra um pouco Woody Allen, até porque o protagonista é baixinho e judeu. Ok, ele nem é tão feio quanto Allen, mas é bem esquisitinho... O clima noir é bem interessante, a produção é caprichada e os personagens coadjuvantes são muito divertidos. Principalmente o chefe maluco do escritor-detetive. O cara é uma figuraça! Para mim, é de longe o melhor da série...



No fim do dia, decidimos ir até o Unibanco Arteplex, em Botafogo, para ver Abraços partidos. Decididamente, eu amo os filmes do Almodóvar. Amo as cores, as músicas, os argumentos, os diálogos passionais, o exagero que permeia tudo. Dessa vez, não foi diferente. Recomendo muitíssimo. Se me perguntarem, porém, se apontaria algum defeito no filme, este seria apenas sua duração. Considerei-o excessivamente longo, é fato. Mas foi um tantinho de nada, juro. E foi um tantinho cheio de música, de riso, de cor, de história. Não pesou, não. Pelo menos, para mim. Eu, na verdade, teria ficado lá acompanhando mais um tempo o desenrolar dos fatos. Como se fosse uma série ou novela de TV, o fim poderia perfeitamente vir seguido de um "A seguir, cenas do próximo episódio/capítulo". Eu, apaixonada que sou, teria ficado lá. Ainda mais que, ao sair, um temporal desabava sobre o Rio de Janeiro. Péssimo prognóstico para o réveillon, aliás...