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| O Sósia (ou Álvaro) é o que aparece atrás da cara de bobo do Léo, que gentilmente posou para a foto e, sem o qual, esta história não teria boa parte da graça. |
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| O famoso Marinaldo Guimarães, meu falecido tio. |
Sinta-se à vontade! Está vendo aquele sujeito de camisa amarela, encostado no balcão? Pois então... É o freguês mais antigo deste "café zurrapa", como tantos que existem no Largo da Lapa. Folião de raça, há muito já passou do quarto copo de cachaça! Como diria Ary Barroso: "isso não é chalaça"!
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| O Sósia (ou Álvaro) é o que aparece atrás da cara de bobo do Léo, que gentilmente posou para a foto e, sem o qual, esta história não teria boa parte da graça. |
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| O famoso Marinaldo Guimarães, meu falecido tio. |
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| Ser campeã entre amigas é ainda melhor... Neeenseee!!! |
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| Foi um rio que passou em minha vida... |
Aqui o rótulo que não me deixa mentir
No domingo, 1º novembro, dia de todos os santos, fomos passear no parque Mariano Procópio. Uma graça. Pena que não deu para visitar o museu, porque está em reforma. E pena também que meu digníssimo marido não comprou pilhas novas para a máquina e, graças a isso, temos pouquíssimas fotos de nosso fim de semana mineiro. De lá, fomos ao Cristo (sim, lá há um cristo!), no Morro do Imperador, almoçamos num lugar que vende doces - chamado Salva-Terra, onde a Fárida se encantou com um tucano que voava livremente - e tomamos uns maravilhosos-divinos-extraordinários sorvetes artesanais numa sorveteria chamada Bom Clima. Depois, tomei um café com morango (lindo e perfeito) e um doce delicioso numa cafeteria que, se não me engano, chama-se Café com Morango (dã!). À noite, fomos a um bar chamado Mercearia, de esquina, com uns armários antigos lindíssimos. Interessante, mas o padrão dos bares dali lembra um pouco o que virou a Lapa carioca, hoje. Com o que há de bom e de ruim. Tem até flanelinha!
Se o prato estivesse lá, talvez valesse mais o ingresso
Ok. Alguns podem argumentar que as obras feitas com sucata não caberiam em exposição alguma. Concordo. Talvez por isso o que mais gostei na exposição tenham sido os vídeos que mostram como essas obras (com sucata e lixo) são feitas. Outros diriam, também, que o artista – ao fotografar seus trabalhos, como as esculturas em algodão – pode escolher o melhor ângulo e a melhor iluminação para a criação de um determinado efeito. Sim, sem dúvida. O fato, porém, é que senti falta do relevo que esses tão distintos materiais criariam nas obras. A fotografia, por melhor que seja, é unidimensional.
Lamento, ainda, que os textos explicativos que orientavam a exposição fossem tão sucintos. Isso, aliás, parece ser uma tendência nas exposições em geral, mas eu acho de uma pobreza... Informação nunca é demais, poxa. E, afinal, ninguém é obrigado a ler tudo. Um exemplo concreto são as imagens que recriam fotos famosas da revista Life. Ora, o textinho que introduz a série diz que o artista ficou surpreso com o fato de as pessoas nem sempre perceberem as incongruências presentes nas tais imagens, feitas de memória. Se até dele os detalhes escaparam, por que não do público? Creio que as fotos originais poderiam estar ali perto, para quem quisesse fazer a tal comparação...
De qualquer forma, devo concordar com a crítica especializada: o artista é interessantíssimo. Se eu, leiga impaciente, não gostei mais, foi apenas porque o MAM estava lotado. E aquela desordem de gente andando em ziguezague, aquele burburinho todo, me irrita um pouco. Para piorar, esqueci de colocar o boleto da pós na bolsa e tive que pagar a inteira (R$ 8). Mea culpa. Por isso mesmo, dou o braço a torcer e admito: ir ao MAM é um bom programa. Entretanto, talvez seja melhor num dia sem chuva... Para caminhar (ou andar de carrinho elétrico) pelo Parque do Flamengo, aproveitando o fechamento das pistas do Aterro para o lazer, e culminar por ali, tomando um café e curtindo uma bela paisagem. Aliás, pena que o café fica tão escondidinho... Eu adoraria que fosse de frente para a baía! Quanto à programação de março, a exposição fica em cartaz até o dia 22 e, na cinemateca, estão exibindo clássicos do cinema japonês.
***
O dia terminou – já noite – no Bar Getúlio, no Catete. Apesar das duvidosas paredes laranjas, o bar continua simpático. Bom atendimento, comidinha gostosa, chopp gelado e ar condicionado potente. Eu, Flávio, Fernando, Juliana e Rosana ficamos lá, batendo papo e adiando a hora de voltar pra casa. E já temos nossa próxima parada: o Restaurante Berbigão, diretamente de Jurujuba (Niterói) para o outro lado da esquina com a Silveira Martins. Parece promissor.
Chegamos ao bar e já fui me debruçando no balcão, em busca do garçom. Ele grunhiu qualquer coisa parecida com um “pois não” e eu mandei, na lata:
— Um só?
— Dois copos, disse o Flávio.
— De quê, perguntou o garçom.
— De orgasmo, respondi já sem conseguir segurar o riso, mas acho que o garçom não tinha muito senso de humor. Ou não sabia que chegava ao fim o Dia do Orgasmo.
Pensei em passar o último fim-de-semana descansando, para me recuperar de uma gripe maldita que me pegou em cheio. Começaria já pela sexta-feira, indo para casa dormir. Simples assim. Acontece que, no trabalho, fiz minha visita habitual ao blog Histórias do Brasil, do meu querido professor Luiz Antonio Simas, e me dei conta de que era 4 de maio. Ou seja, há exatos 70 anos morria Noel Rosa. Para quem me conhece, sabe que desde criança sou fascinada pela obra desse sujeito. Aos 18 anos, em pleno ano de vestibular, larguei apostilas e simulados para devorar a biografia escrita por João Máximo e Carlos Didier, “Noel Rosa: uma biografia”. Livro que considero, aliás, um dos melhores que li até hoje.
- Eu vou pra Vila
- Conversa de botequim
- Feitio de oração
- Com que roupa?
2) Marcos Sacramento
- Só pode ser você
- Mulato bamba
- Meu barracão
- Triste cuíca
- O x do problema
- Cem mil réis / Quem ri melhor
- Julieta
- Três apitos
4) Roberto Silva
- Fita amarela
- Dama do cabaré
- Palpite infeliz
- Feitiço da Vila
- O orvalho vem caindo / Até amanhã
O bis eu esqueci... Minha memória não é lá das melhores, né!? Mas, saquem só os músicos: Henrique Cazes – cavaquinho e direção musical; Luis Filipe de Lima – violão; Itamar Assiere – piano; Dirceu Leite – sopros; Beto Cazes e Paulino Dias – percussão. Aplaudidíssimos, claro. Exceto no momento em que Henrique Cazes desandou a elogiar o vereador Paulo Cerri. Desnecessário, eu acho. Bem, até entendo o agradecimento, uma vez que foi ele o responsável pela homenagem... Mas a babação de ovo a meu ver foi excessiva. E as vaias, portanto, merecidas.
O CineSobrado cumpriu a promessa e exibiu na última quarta-feira, dia 25 de abril, o documentário “Cartola – Música para os olhos”, com direção de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. Por meros R$ 2, quem foi teve o privilégio de conferir um filme excelente, ainda em cartaz nos cinemas da cidade. E, além disso, pôde participar de um debate muito legal após a sessão, o que vem se firmando como uma tendência de nosso cineclube.
Sou suspeita para falar do filme, porque adoro samba e Cartola é um de meus compositores preferidos no gênero, porém, posso dizer que adorei. Isso não significa que eu não tenha críticas a fazer, é claro. Conversando depois com o pessoal, senti que faltaram muitas legendas. Eu me virei bem, porque conheço boa parte das personagens que aparecem no filme, mas quem estava ali para conhecer um pouco mais saiu confuso.
O filme é, na verdade, uma colagem de imagens – algumas, raríssimas – sem ter muito a preocupação de ser didático. Esse talvez seja o problema. É um filme para iniciados. As pessoas vão esperando um filme como “Vinicius” (também uma co-produção da Globo Filmes e sobre o qual eu já comentei aqui no blog) e encontram algo bem menos claro. Uma pena, eu diria. Ao invés de utilizar legendas para contextualizar determinadas situações, o filme recorre a imagens de época, de passeatas, por exemplo. E o público acaba perdido.
Outro problema é que várias personalidades acabam não sendo sequer citadas. Como Dalmo Castelo, co-autor de sucesso como “Disfarça e chora” e “Verde que te quero rosa”. Mas isso se explica pelo fato de o filme ter co-produção da Globo Filmes, o que significa que só puderam ser usadas imagens da Globo e de acervos particulares. Talvez não explique especificamente a ausência de Castelo, mas dá margem a uma série de possíveis lacunas. O curioso é que dizem que essa questão da liberação de imagens foi bastante confusa e quase fez com que o filme nem saísse. Encareceu bastante o orçamento, sem dúvida.
Mas, falemos do debate! O convidado da vez foi Clementino Jr., um dos diretores da ABD&C (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas), onde também rola aos sábados um cineclube maneiríssimo, aliás. Ele ainda levou a Eliane Gordeeff, que juntamente com seu marido e parceiro de animação Cláudio Roberto, além de enriquecer o debate ainda nos brindou com a exibição de seu curta-metragem "A Rosa" (no site dá para ver esse e outros filmes). Inspirado, segundo ela, na música "As rosas não falam" do mestre Cartola (principal assunto da noite), o filme tem apenas 2min e meio de duração.
De lá, como sempre, emendamos no bar... Bem que tentamos beber ali do lado mesmo, no Risco de Vida, mas já estava fechado. O escolhido da vez foi, então, o Universo da Cerveja, ali no "Baixo Tijuca". Foi bem divertido, apesar da maioria das pessoas, dessa vez, não beber uma gota de álcool! Além da Bohemia geladíssima a R$ 3, no balde de gelo, eu e Flávio ainda comemos uma deliciosa batata rostie recheada de carne seca com catupiry. Lá, conversa vai, conversa vem, passa um pipoqueiro e eu faço o Leo Pinheiro correr atrás do cara, para ver se ele topa aparecer na próxima sessão. Pegamos o telefone do sujeito. Vejamos!
O Universo da Cerveja, ali no "Baixo Tijuca" (na esquina de Almirante João Cândido Brasil com Santa Luiza) está com uma promoção bem legal. Em tempos de Ambev e cerveja cada vez mais cara, eles cobram R$ 2,50 a garrafa de Skol ou Bohemia. Mas só às segundas e terças! O lance é que tem uma musiquinha ao vivo bem chata, daquele estilo voz e violão. Todos os dias! Para quem gosta, ou não se incomoda, até que o couvert não é caro (R$ 3). Mas para quem não gosta... Faça como eu e chegue após às 22h que a tortura já terá acabado. A cerveja é gelada, vem no baldinho.
Fui conferir o cineclube lá no Beco do Rato. Não cheguei muito tarde, mas não consegui pegar uma mesa do lado de fora. Ou seja, não consegui ver nada e acabei desistindo. A exibição demorou muito a começar, porque a roda de choro que dá início aos trabalhos se estendeu demais. E, sei lá, eu ando meio cansada dessas rodas de choro que tocam sempre as mesmas músicas, do mesmo jeito... Chega uma hora que não dá mais, né!? Nem com cerveja estupidamente gelada.Acabou a moleza. As férias da Facha acabaram e, com isso, lá se vão minhas noites livres. Mas ainda não apareci por lá. Sabe como é... Primeira semana... Carro na oficina... Bate aquela preguiça, né não!? Por mais que eu já esteja com saudade das aulas, vou sentir falta de algumas coisas. Principalmente, das terças à noite.
Explico. Descobri que este é o dia das promoções. Perdição total! Dose dupla de chope no Roquinha. Dose dupla de pastel e uísque (!) no Adão. E tudo pertinho de casa, sem ter que fazer muito esforço... Perfeito. E ainda dizem que faltam opções de lazer na Grande Tijuca! Só pode ser brincadeira.
Vou tentar ser o mais didática possível, para ver se a galera aprende o caminho. Prestem atenção, viu?
Roquinha (Rua General Roca 949, Tijuca - Telefone: 2264-6417)
O tijucano que diz que não conhece o Roquinha não deve estar ligando o nome à pessoa (ops, ao bar). O Roquinha é um bar de esquina, que fica na General Roca, bem entre o Frango Veloz e o Pizza Grill. Hoje faz o estilo “varandão”, depois de passar por uma reforma que tirou um pouco a cara de “pé-sujo”. Antes a galera costumava invadir a calçada, mas agora já não é preciso. Tem lugar pra todos. O cardápio traz várias opções de petiscos, mas o carro-chefe da casa são os sanduíches. Qualquer dia é legal. No carnaval, tem a banda... Mas a parada mesmo é aparecer por lá às terças. Como eu dia, é dia de dose dupla de chope. Você pede um (a R$ 2,70) e ganha
outro. Quer coisa melhor???
Adão (Av. Engenheiro Richard 105 A, Grajaú - Telefone: 2577-0730)
Cara, esse é imperdível! Trata-se de um outro bar de esquina, mas no Grajaú. São os melhores pastéis que eu já comi!!! Um verdadeiro atentado à balança!!! E têm uma variedade de sabores digna de rodízio de pizza. Tem até de estrogonofe e de sonho de valsa (nham)! O preço da unidade varia entre R$, 2,40 e R$ 3, mas vale cada centavo. Às terças, todo pastel que você pede vem em dobro. O mesmo acontece com a dose de uísque (R$ 7, Red Label). O lance é que o bar lota ainda mais que o habitual e o serviço acaba ficando meio lento... Mas, enfim... Eu recomendo. Vale a pena chegar cedo e botar o nome na fila (tem um quadro branco lá dentro pra isso!). Você não gosta de pastel? Não tem problema. O cardápio é variadíssimo (e delicioso). A vantagem é que você pode escolher um dia mais calmo, sem crise de consciência.
Pois é, eu lamento muito que as aulas de terça-feira à noite voltem justamente neste momento tão profícuo... São tantas promoções! E nenhuma lá perto da Facha... A única vantagem é que economizo alguns trocados e evito uns quilos extras, desnecessários. Mas, falando sério, para essas duas doses duplas serem ainda melhores só se fossem uma do lado da outra. Sei que é coisa de paulista, mas... Dose dupla de chope e de pastel? Seria o paraíso, né!?
PS: Resolvi colocar "terças insanas" no título inspirada por meu novo amiguinho de orkut, o Serginho Correia, que vocês podem conferir em blogs como o De poeta e louco, o Contos Cariocas e o Berço do Samba, todos muito interessantes.