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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Qualquer semelhança é mera coincidência?

Estava eu no McCafé, tomando um expresso com o pessoal do trabalho, quando engoli em seco e fiquei muda: por alguns instantes, tive certeza de que meu tio Marinaldo caminhava em minha direção. Diante daquela visão do além, pensei: "Porra, isso lá é hora de ver defunto?" Fiquei pensando: "Bem, vai ver que ele tem algum recado pra mandar... Mas por que eu, cara? Por quê?" Eu era nova no trabalho, não conhecia o pessoal direito e fiquei imaginando o que eles iam achar daquilo...

Como não consegui disfarçar meu embaraço, saí apontando o sujeito para todos os meus colegas, torcendo para que eles também o vissem. Eu dizia: "Olha lá, é igual ao meu tio Marinaldo!", como se eles soubessem quem havia sido o Marinaldo. Então, me dei conta de que era apenas um sósia bizarramente parecido com meu tio. Afinal, todos o viram (embora, obviamente, não tenham notado qualquer semelhança). Eu o encarava, ele me encarava de volta. "Esse cara não me é estranho!", pensava. Mas achava que provavelmente era porque ele se parecia com o Marinaldo.

Fiquei tão impressionada com a semelhança que um colega até se dispôs a "posar" para uma foto em que o dito-cujo aparecesse ao fundo. Eu precisava mostrar aquilo para minha tia e minha prima, respectivamente viúva e filha do Marinaldo! Pelo menos, para ter certeza de que a tal semelhança existia mesmo, não era coisa da minha cabeça. E não era, porque elas também ficaram boquiabertas.

Acontece que passei a esbarrar com o Sósia vez ou outra no McCafé e a coisa perdeu um pouco a graça por um tempo... Até o dia em que o vi nas proximidades da minha casa, meses depois, caminhando com sacolas de supermercado em plena Conde de Bonfim. Isso, confesso, me deu um certo medo. Como assim, o Sósia do Marinaldo era meu vizinho? Será que eu o conhecia dali, afinal? Fiquei realmente confusa.

Passei um bom tempo sem vê-lo... Tanto que já até havia esquecido essa história. Nem sinal dele no McCafé nem nas ruas da Tijuca. Nada. Foi num domingo à noite, quando fui com minha amiga Juliana visitar o Cotidiano, bar que abriu onde antes outrora funcionava o Gratidão, um pé-imundíssimo que costumava frequentar com Clauber e afins.

Pertinho de casa, na esquina da rua em que mora meu amigo Felipe. E, como sempre que ia ao Gratidão tentava convencê-lo a vir me encontrar (coisa que ele NUNCA fez, diga-se de passagem), resolvi manter a tradição e chamá-lo para vir à versão limpíssima que se instalou no lugar. Obviamente, ele não veio, alegou estar já na cama, numa ressaca monumental.

Talvez porque eu tenha respondido debochadamente, desdenhando de sua enxaqueca alcóolica, Felipe pediu aos pais, que iam descer para passear com o cachorro, para falar comigo no bar. Pois bem, fui abordada pela mãe dele, sorri, disse que entendia, que estava só botando pilha no filho dela, que era um amigo desnaturado, ela concordou que era um absurdo ele NUNCA ter ido lá me encontrar... Nisso, vi o cachorro fofo deles e, pasmem, dei de cara com o Sósia. E, putz, ele era o pai do Felipe! Mas fiquei quieta. Por um instante, duvidei de meus olhos. E se não fosse ele o Sósia do McCafé?

Mandei um torpedo pro Felipe dizendo que precisava contar uma história bizarra envolvendo os pais dele, que era para ele me procurar... Aliás, nossa amizade é cheia de coinciências bizarras que não vêm ao caso agora... Depois de receber o torpedo, lógico que ele me prontamente me procurou no MSN. E contei tudo, mandei a foto que fiz no McCafé... Era realmente o pai dele. E, depois que ele viu umas fotos do Marinaldo, até ele ficou bolado.

Tá achando que isso tudo é exagero? Invenção minha? Pois, tire você suas próprias conclusões... Observe atentamente as fotos a seguir:

O Sósia (ou Álvaro) é o que aparece atrás da cara de bobo do Léo,
que gentilmente posou para a foto e, sem o qual, esta história não teria boa parte da graça.

O famoso Marinaldo Guimarães, meu falecido tio.

E aí? São ou não parecidos? :-)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

URGE RECOMEÇAR

Não sei como retomar o blog. Na verdade, não sei como retomar um monte de coisas, mas escrever aqui é algo que não faz sentido adiar mais. Minha vida virou de ponta-cabeça nesse fim/início de ano e, agora, preciso aprender a recomeçar. Não tem sido fácil, mas tampouco tem sido tão difícil quanto cheguei a imaginar que seria. :-)

Minha vida social anda mais movimentada que nunca e, realmente, sou muito grata aos amigos que têm se esforçado diariamente para me fazer seguir em frente. Para que vocês tenham uma ideia, já cantei num videokê de um bar gay (o Sal y Pimenta, na Lapa), fui ao Cachaça Cinema Clube, assisti a vários filmes bacanas no cinema ("Machete", "A rede social", "Biutiful") e no DVD, passei dias imersa na piscina, joguei Imagem & Ação, tomei cerveja por aí, saí para olhar a lua e jogar conversa fora. Isso tem sido muito, mas MUITO bacana MESMO. Além disso, tenho lido que nem louca, porque livros são excelentes companheiros.

Mais complicado tem sido organizar o lado prático da vida, a rotina. Ainda não consegui me acertar com as compras de casa, nem dei conta de arrumar uma penca de coisas, mas já dei cabo de algumas burocracias. Tenho sorte, porque gosto de viver sozinha (acho que ser filha única ajuda bastante nessas horas). Só preciso aprender os macetes, que, sem dúvida, existem. Compras de supermercado? Hortifruti? Estou quase lá. Cadelas? Gata? Ração? Veterinário? Ainda estou engatinhando, mas vislumbro progressos. Agora, repensar meus planos de vida é o pior. Acho, porém, que isso deve vir com tempo, né? Enfim...

Aos que não estiveram comigo nos últimos meses e não fazem ideia do que está se passando, comunico tristemente a morte de meu marido no último dia 13 de janeiro. Flávio (ou MacGyver, para os mais chegados) se foi após um martírio de quase três meses de internação. Embora este não tenha sido o desfecho que desejávamos, creio que tem me ajudado a aceitar melhor a perda de alguém tão jovem e que eu esperava que estivesse ao meu lado por muito mais tempo. Sendo assim, e se é que ainda há o que se trilhar depois desta vida, posso apenas desejar que meu companheiro tenha paz e muita luz em seu caminho.

Repito, portanto, a homenagem que a ele fiz no Facebook e no Orkut:




"Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você"

Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes



Compartilho aqui, nostálgica, uma das músicas que o Flávio escolheu para compor uma fita k7 (lembram disso?) que ele gravou pra mim quando a gente começou a namorar, 12 anos atrás. Acho belíssima.






E, ainda, deixo aqui esta música, que eu nem conhecia, mas que o Flávio usou para se descrever no Orkut durante anos. Como decidi pedir para excluírem o perfil, achei melhor incluí-la neste post-homenagem:







Para concluir:


"There's something just as inevitable as death. And that's life." (Charles Chaplin)



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

De Niterói à Tijuca: entre amigos, é sempre melhor!

Há séculos não passava uma tarde de domingo em Niterói. Não que isso me faça tanta falta, mas andar pelas ruas de Icaraí me faz lembrar de minha avó e isso é sempre bom. Faz lembrar também dos amigos que fiz pela cidade e do período em que cheguei a cogitar em morar lá. Hoje, não troco minha Tijuca por nada, mas ir a Niterói ainda é um bom passeio, principalmente na companhia de amigas tão queridas como a Vanessa e a Juliana, que atualmente vive em Icaraí.

Fomos até Niterói para um churrasco da nova família do pai da Vanessa, no Barreto. Ela não queria ir sozinha e me pediu para acompanhá-la. Fomos parar em uma casa simples, com uma família bem simpática e bastante acolhedora, que nos entupiu de carne e refrigerante. Era tanta comida que logo demos um jeito de sair dali, antes que a gente saísse de lá rolando ladeira abaixo. Além do mais, fazia muito calor e não aguentávamos mais a proximidade da churrasqueira... 

Liguei para a Juliana convidando-a para um passeio. Ela topou e, com isso, fomos buscá-la em casa, em Icaraí. De lá, fomos para um quiosque em Boa Viagem, para pegar um pouco de vento, ficar olhando a paisagem e, talvez, tomar uma água de coco. Como ninguém veio nos servir, começou a ventar e a vista para o Rio começou a ficar meio embaçada, resolvemos dar continuidade ao passeio. Lembrei do jogo do Fluminense, tricolor relapsa que sou, e fomos em busca de uma TV em Icaraí.

Por isso, estacionamos na Moreira César e seguimos a pé em busca de um bar com TV. Paramos num lugar chamado Virtual Bistrô, que tinha um telão e um banquinho vazio, de frente para o jogo. Um achado! Ficamos ali tomando água e suquinhos até meu time ser sagrado tricampeão brasileiro, 26 anos depois do último título. :-)

Ser campeã entre amigas é ainda melhor... Neeenseee!!!
Juliana tinha um compromisso e nos deixou, mortas de vontade de continuar a comer pastéis... Eu e Vanessa resolvemos, então, ir comê-los no Adão da Tijuca (ex-Estephanio's). Chamamos o Marcelo Vital, morador das redondezas, que veio com sua prima. Chegaram, os dois, debaixo de um tremendo temporal. E a chuva, torrencial, caiu por um bom tempo... Resultado: assistimos de camarote a mais um alagamento da esquina da Ribeiro Guimarães com Artistas. E só saímos de lá depois de muito chopp e pastel, mas valeu. E muito. Ainda mais por estar entre tantas pessoas vestindo as cores do Fluminense.

Foi um rio que passou em minha vida...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

2010, ano de parcos arraiais

Com essa história de Copa, deixei passar vários arraiais promissores. Em primeiro lugar, porque uma boa parte deles fazia alusão ao evento futebolístico, com bandeirinhas verde-amarelas. Não gosto disso. O que me atrai neste tipo de festa, além das comidas típicas, músicas, danças e demais questões culturais, é o colorido da decoração. Amo bandeirinhas: quanto mais coloridas, melhor. Além disso, lembro de ter ficado gripada nessa época e de ter aulas nos sábados em que haveria festejos do gênero. Já estava até me resignando a passar 2010 sem um único arraiá.

Cheguei a cogitar uma ida, em fins de julho, à minha querida Feira de São Cristóvão. O "São João" por lá ia até o dia 1º de agosto, mas não deu pé pra mim . Sigo acalentando ma ida à Feira para me empanturrar de tapiocas e quetais, mas está difícil de combinar. Poderia arregimentar meu marido e fiel escudeiro para um passeio a dois, mas prefiro ir com mais gente: acho mais divertido. Nem vou pelo forró (já que danço mal e meu marido é um pé-de-chumbo), mas pelas comidas, pela gente e, até (pasmem!), pelo videokê.

Quem me conhece sabe que considero a sexta-feira o melhor dia para se ir à Feira. Gosto de chegar cedo (21h é o limite), para estacionar com calma e aproveitar o espaço sem ter que disputá-lo com uma multidão. Além do mais, às sextas é mais fácil conseguir boas promoções nos restaurantes, o que é praticamente impossível nos concorridíssimos sábados. Desde que deixei de trabalhar em São Cristóvão, sonho em zanzar por entre aqueles corredores, tomar cerveja gelada no meu bar de estimação (será que ainda existe o Oásis da Feira?)... Para quem não conhece a Feira, considero este um passeio obrigatório.

O único arraial a que tive acesso esse ano ocorreu no princípio de agosto, na praça Afonso Pena. Fomos apenas eu e Flávio, num sábado à noite. Estava lo-ta-do. Comemos cocada, canjica, salsichão, tapioca e caldo verde. Quase nos aventuramos pelas brincadeiras, mas não conseguimos nos decidir entre a pescaria e o de acertar a bola na boca do palhaço. Achamos os brindes meio toscos e as brincadeiras, um tanto caras. Depois de ouvirmos uns forrós daqueles que grudam na cabeça, como o que segue abaixo:


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Relatório parcial de férias

Esta é praticamente minha última semana de férias. Digo praticamente porque a próxima será uma semana de transição: para quem ainda não sabe, estou mudando de emprego. Não sei se fiz a melhor escolha, mas creio que fiz o que deveria. Depois falo mais a respeito... Por enquanto, quero apenas saber das minhas férias. :-)

1) Consegui, finalmente, levar o campineiro Bruno para comer o bolinho de bacalhau do Caneco Gelado do Mário, em Niterói. Era algo que eu tentava fazer havia anos! Antes era difícil fazê-lo cruzar a ponte... mas, creio que graças à companhia da Mari, ele vem ampliando seus territórios. Foi uma tarde memorável, aliás. Salvou a ida à praia de Camboinhas, que é linda, mas neste dia não estava muito pra peixe...
  
 Taí um lugar que todos deveriam conhecer
(esta eu "roubei" do álbum da Mari no Orkut)

2) Gostaria muito de ter feito uma viagem bacana. Talvez Buenos Aires ou mesmo Aracaju, para visitar a família. Não deu. No máximo, consegui dar um pulinho em Paraty no feriadão da páscoa, mas o tempo não ajudou e acabei voltando de lá junto com o temporal que assolou o Estado do Rio no início do mês. Foi bacana, apesar de não ter sequer molhado os pés na água do mar ou da cachoeira, porque pude voltar ao restaurante Sancho Pança, da Geni (mãe do Renato) e do Aldo. Acho que valeu a viagem, mas com isso perdi o lançamento do livro do Bruno na livraria Folha Seca. 

3) Não tive muita disciplina para malhar. Cheguei à conclusão de que detesto sair de casa para ir à academia. Prefiro, mil vezes, deixá-la para depois das minhas tarefas diárias. Sigo sem entender como é que as pessoas podem gostar de se exercitar pela manhã. Tentei uma ou duas vezes, mas não dá pra mim. Demoro a engrenar no exercício, acho tudo mais pesado... Mil vezes malhar à noite. Funciono bem melhor e ainda saio de lá revigorada. Mal posso esperar para voltar ao batente e retomar minha rotina de exercícios.

4) Conheci dois novos estabelecimentos tijucanos aos quais vinha tentando ir desde a inauguração: a Devassa da Mariz e Barros e o Mexe México nas imediações da Varnhagen. Gostei bastante da primeira, mas me decepcionei bem com o segundo. O problema da Devassa é apenas o preço. Qualquer hora voltamos lá para o almoço a quilo, que parece sair mais em conta. Com relação ao mexicano... Lotado, atendimento desorganizado, chopp Itaipava... De qualquer forma, valeu a experiência. Em ambos, tivemos o privilégio da companhia de nossos amigos Musse e Márcia. No fundo, é o que importa. Qualquer lugar é legal quando estamos em boa companhia.

5) Recebemos a Taty e o Bruno, que há tempos nos deviam uma visita, para assistirmos a um jogo qualquer do Flamengo (obviamente não prestei atenção, foi só uma desculpa para cervejas e belisquetes) e fomos por eles recebidos para um Chá de Casa no feriado de Tiradentes. Que me perdoem meus amigos que moram em outros bairros (quiçá, cidades), mas quero cada vez mais preservar a amizade com os que moram por aqui. Quero estreitar laços e facilitar o convívio. E tenho dito! Se eu puder, fico pela Tijuca mesmo...

6) Estas vêm sendo férias culturais... Vi o show do Henrique Cazes no Sesc Tijuca e comprei ingressos para ver a peça Besouro Cordão de Ouro, no próximo domingo, também lá. Vi a peça Vicente Celestino - A voz orgulho do Brasil, em cartaz no Sesc Ginástico (eu, Flávio, os velhinhos peraltas de Conservatória... um lance beeeem Cocoon). Assisti a Chico Xavier (minha mãe insistiu) no Iguatemi e vi, finalmente, Leonera em DVD (o filme estava há meses na lista da locadora). Além disso, aproveitei para assistir, ontem, ao filme Se beber não case no pay-per-view. Achei divertido.

7) Resolvi algumas burocracias bancárias, arrumei alguns papéis (mas nem metade do que ainda tem por arrumar), pus uma sandália e duas bermudas para consertar, separei algumas roupas e sapatos para doação (mas ainda não doei), emoldurei dois quadros que comprei em Fortaleza há mais de ano e não consigo largar os joguinhos do Facebook... Entretanto, não estudei, pouco brinquei com o Wii, não decidi quando vou reformar meu banheiro, não fui a Araras nem a Magé. Acho que precisaria de férias eternas para  fazer tudo isso... porque, em casa, de férias, meu ritmo é lento, muito lento. Mais que o habitual.

Pois bem, por hora fico por aqui. Quero ver se consigo ir ao show da Dorina logo mais, na Garibaldi (só para não dizer que não vi nada do tal Viradão Cultural). Amanhã, aniversário do Flávio, é dia de festinha caseira e, domingo, dia de teatro no Sesc Tijuca: último dia da peça Besouro Cordão de Ouro, que vem sendo super elogiada.. Hasta la vista, babies!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Feriadão de Natal - 1ª parte

Sobrevivi a mais um Natal. Este ano não foi possível reunir todo mundo num lugar só, como seria o ideal. Não quis fazer a ceia novamente em minha casa, porque as cachorras destruíram meu jardim e a casa está precisando pintar. Fica para o ano que vem, com alguma sorte... Gostaria que minha mãe tivesse feito as vezes de anfitriã, mas não rolou. Resultado: passadinha rápida na casa da minha prima Aninha, em Laranjeiras, Metrô até a nova estação de Ipanema e ceia na casa da minha tia Acácia, com a família do meu pai. Almoço na casa da minha mãe no dia seguinte. Flávio desistiu de ver os pais e o irmão em Magé. No mais, gostei dos meus presentes, com destaque para o brinco verde que minha tia Miriam fez, a bolsa de estampa de gato com bolinhas que minha tia Acácia deu e o livro Caim (José Saramago), presente do meu tio Carlos.

Mais um livro presumivelmente iconoclasta
de Saramago que mal posso esperar para ler

O melhor mesmo deste Natal, porém, foi o fim de semana que o seguiu, tornando-o um feriadão. Fazer as unhas e sair para ver o comércio num dia de semana à tarde não tem preço - ok, teria sido melhor se fosse um dia comum, não tão quente, com comércio aberto no horário normal, sem tanta gente desesperada fazendo compras de última hora - e isso não é propaganda de cartão de crédito.

Foi bacana ler na rede com as cachorras ao lado (nem sempre exatamente ao lado, já que elas tentaram subir na rede inúmeras vezes), ir ao cinema, beber com amigos no Da Gema (especialmente com a Jaque, que raramente aparece por estas bandas e ainda não conhecia o bar, seu maravilhoso pastel de feijão gordo e suas cervejas estupidamente geladas), depois do cinema. Foi um fim de semana para botar algumas coisas em dia. Dividi-o em dois posts, porque achei que o texto ficaria longo demais. Parto da seguinte premissa: se nem eu tiver muita paciência para ler, é porque o texto precisa ser cortado.

Li Nove noites - o livro que ganhei de amigo oculto da Julie, lembram? - de uma levada só, afinal era fininho e a narrativa fluiu bem. Confesso, porém, que o fiz com o maior dos cuidados, para trocá-lo na Saraiva. Por mais que tenha sido uma leitura agradável, não era um livro que eu fizesse questão de manter na estante e já que podia trocá-lo, por que não? Na verdade, fiquei um pouco decepcionada com o final, que me pareceu um tanto batido. E achei o enredo um pouco confuso, embora não seja nada que comprometa a leitura. Gostei, só não achei genial. Esse lance pós-modernista que mistura realidade e ficção é algo que me agrada, mas ainda prefiro ler Saramago (daí ter ficado felicíssima com o presente do meu tio) ou mesmo Em liberdade, do Silviano Santiago, que dá continuidade às Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos.

O ruim da Saraiva é que a gente chega lá para trocar o livro e acaba saindo com, pelo menos, dois. Foi o que aconteceu comigo dessa vez. Encarei o temporal que caía no fim do expediente, o Metrô caótico (um vagão a menos e sem ar é muita sacanagem!) e rumei para o Shopping Tijuca. Eu já sabia que acabaria desembolsando algum, mas exagerei. Não consegui me decidir entre o último romance do Rubem Fonseca (O seminarista), embora prefira seus contos, e o penúltimo do Saramago, que eu ainda não tinha: A viagem do elefante.

O do Rubem Fonseca eu já comecei a ler na fila mesmo, enquanto esperava para pagar, mas acho que não vou retomá-lo já, não. Quero terminar A alma encantadora das ruas, coletânea de crônicas de João do Rio. Divirto-me muitíssimo com cada crônica, porém é uma leitura que tenho tido dificuldade em engrenar. Culpa do Metrô, que anda caótico! E do sono que venho sentindo pela manhã no 413...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O fim de ano e os amigos que se ocultam

Já há anos que aprendi a me desvencilhar dos amigos ocultos (ou secretos, como chamam alguns). Não gosto deles e não faço segredo disso a ninguém. Acho um porre ter que comprar presentes para pessoas que mal conheço. Detesto presentear por obrigação. Além disso, geralmente não ganho o que peço. Na maioria das vezes, recebo coisas pouquíssimo úteis ou interessantes. Fujo, portanto, dessa instituição que é o amigo oculto. Amigos, prefiro-os às claras. E tenho dito.

Pois bem, este ano não resisti e acabei sucumbindo a dois sorteios. O primeiro foi com a galera da pós, que organizou um amigo oculto só de sandálias havaianas, com direito a sorteio pela internet. Pensei com meus botões: "Gosto de havaianas, devo ganhar alguma, ainda que de outro modelo ou cor, e, se não gostar, é só trocar. Seria muito azar ganhar uma ipanema ou, pior, não ganhar nada". Participei e deu certo. Dei sorte, o modelo que precisei comprar era fácil de encontrar e não tive muito trabalho. Mas, confesso, continuo achando uma brincadeira boba... Afinal, nunca troquei mais que meia dúzia de palavras com a pessoa que tirei e, com a que me tirou, falei menos ainda (tenho até vergonha de dizer que só sei seu nome porque a sandália veio com etiqueta de/para). E não acho que isso vá mudar - e se acontecer não será por conta do amigo oculto - até o final do curso.

Minhas novíssimas havainas
tressê exotic rosa bebê

O outro amigo oculto foi mais "no susto" e quase imposto por minha querida amiga Julie. A ideia era reunir a galera da Letras/Uerj na Lapa para uma troca de livros. Bem que esperneei, reclamei, me fiz de vítima... Nada funcionou. Como assim eu não queria participar do amigo oculto? Julie já não acredita mais nos meus traumas... Humpf! Qual o problema em sermos ligeiramente hiperbólicas vez ou outra? Um pouco de drama, às vezes, cai bem...

Tive um trabalho hercúleo para conseguir comprar dois livros de literatura (afinal, obriguei meu digníssimo marido a participar) para amigos que seriam sorteados na hora. Tentei passar na única livraria que abre até tarde na Tijuca, a Saraiva do shopping, mas o caos estava ali instalado. Semana do Natal, né!? Mais do que esperado. Máquinas de conferência de preço não funcionavam, livros empilhados fora dos lugares corretos, pessoas se esbarrando, fila impedindo a conferência dos títulos nas prateleiras... Desisti. Antes de pegar o ônibus, ainda dei uma olhadinha na banca do Julio, em busca de bons livros usados em bom estado, também em vão.

Só no dia marcado é que resolvi aproveitar minha hora de almoço para caminhar até a praça XV. Fui direto no Al-Farábi, onde sabia que seria mais fácil encontrar exatamente os livros que gostaria de presentear. Até pensei em comprar livros de bolso na Folha Seca, por exemplo, mas achei que dificilmente encontraria algo que me interessasse de verdade. Não me entendam mal: gosto de livros de bolso, principalmente os da L&PM Pocket, que traz bons títulos... Mas eu cismei de comprar algum livro da Ana Maria Machado (que a maioria só conhece como autora de livros infantis); ou o Viva o povo brasileiro, do Ubaldo; ou A invenção de Morel, de Casares; ou Tia Julia e o escrevinhador, do Vargas Llosa; ou Todos os nomes, do Saramago. Era isso o que eu gostaria de comprar, ainda que fosse um livro usado. Porque livro de bolso todo mundo compra, mas esses títulos que citei raramente são oferecidos nessa versão e custam, por isso, muitas vezes, o triplo. Afinal, livro é caro no Brasil... e eu estava decidida a não gastar mais de R$ 30/R$ 40 nos dois livros.

Entrei na Al-Farábi e encontrei um título que há séculos indico à Julie: A audácia dessa mulher, da Ana Maria Machado. Estava em estado razoável e decidi levar. O único problema é que eu gostaria de dá-lo à Julie, mas isso eu não tinha como prever. Encontrei uma edição do livro do Vargas Llosa, mas com a lombada descolando. Não quis arriscar e peguei um García Márquez: Ninguém escreve ao coronel, que nem todo mundo leu (mesmo que tenha se formado em Letras, e talvez por isso). Estavam comprados, portanto, os tais livros. Passei numa lojinha da 1º de Março e comprei os embrulhos (porque eles deviam estar embrulhados). Missão cumprida, fui almoçar.

Sozinha que estava, aproveitei para conferir o sugestivo Ler Café (Dom Manuel 26 pertinho do Paço - Tel. 2215-2866). Sempre passo por lá quando resolvo gastar minha hora de almoço pelas imediações do Paço Imperial. Infelizmente, apesar das simpáticas cadeirinhas de palha, dos poemas escritos pelas paredes, dos livros dispostos na estante, nunca consegui convencer ninguém a me acompanhar até ali. Nem para tomar um cafezinho, que dirá para almoçar! Aproveitei minha solidão momentânea para entrar e pude escolher o lugar (afinal, o Judiciário tem recesso... eu é que não): um sofazinho de palha bem no canto. Peguei um livro entitulado Antigos cafés do Rio de Janeiro, de um mineiro chamado Danilo Gomes, pedi uma salada com um miniempadão de frango (deliciosos, ambos) e fiquei ali, folheando o livro emprestado ao som do CD da Mart'nália. Tomei meu café e saí, até meio triste, de volta à labuta. Num mundo perfeito: o amigo oculto seria de tarde, naquele café. Juro.

Fim de expediente. Carro (fui trabalhar motorizada para escapar do caos que havia se instalado no Metrô por conta da inauguração da estação em Ipanema e das mudanças na Linha 2). Praça Saens Peña. Academia. Lapa. Ruas e bares às moscas. Chopperia Brazooka. Galera no 2º piso. Calor infernal. Música alta por conta de um grupo chato de pagode (alguém da casa tentou me convencer de que era de samba) que tocou todos os hits do Djavan (alçado ao posto de sambista-mor, pelo visto). Cerveja quente (música/barulho dá para relevar, mas cerveja cara e quente é imperdoável). Amigo oculto? Impraticável. Consumimos os R$ 10 obrigatórios, entramos na fila para pagar (parece que todos tiveram, juntos, a mesma ideia) e saímos, rumo ao Cosmopolita. Lá, os fumantes ficaram à vontade para acender seus cigarros, a cerveja estava gelada, o ar noturno, agradável, e o amigo oculto pôde rolar sossegado. Antes tívessemos ido para lá desde o início.

Deu tudo certo. Flávio tirou uma menina (Juliana, acho) que acabávamos de conhecer e que espero que compreenda o livro de sebo (tomara que goste de García Márquez e/ou que ainda não tenha lido esse título; caso contrário, sugiro que vá ao Al-Farábi e peça para trocá-lo). Ele, por sua vez, ganhou o livro de poemas (cujo título é Risos, choros, suspiros e gemidos) escrito por um dos membros do grupo (André Oliveira, mais conhecido como Maradona). Autografado, lógico. Não somos, ambos, muito de poesia, mas parece interessante. Eu tirei o Fernando e, com isso, o livro acabou indo pra Julie, por tabela. A Julie foi tirada pelo Casaes, que lhe deu um livro de nome soturno (Diário do diabo, de Nicholas D. Satan) que o Fernando amou. O Casaes jura que o livro é divertidíssimo, registre-se. A Julie, então, me deu um livro do Bernardo Carvalho, chamado Nove noites, sobre os quais nunca ouvi falar (livro e autor). Ela diz que devo gostar e assim espero. Infelizmente, ninguém lembrou de tirar fotos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Juiz de Fora afora*

A pedidos, quero aqui relatar - embora com bastante atraso e de maneira breve - o passeio que fiz a Juiz de Fora (MG) no feriadinho de Finados. Quis aproveitar a estadia da Fárida na cidade, pessoa querida com quem estudei na Facha e que havia decidido morar uns tempos com sua mãe. E ainda bem que fui, porque ela já até voltou a morar no Rio... Serviu para eu, pelo menos, conhecer mais um cantinho do mundo, ainda que perto de casa. Para quem não sabe, para chegar a Juiz de Fora, basta pegar a BR-040 até o fim. A estrada não é ruim, mas a viagem tem um ônus... Aliás, três: são três pedágios bem carinhos. Mas vale a pena, principalmente se você puder esticar o passeio para outras cidades mineiras, como Ibitipoca, com suas cachoeiras. Não foi o meu caso. Quem sabe numa próxima vez?

Cheguei lá no sábado, dia 31 de outubro, já na hora do almoço. Comemos num bom restaurante a quilo e partimos a pé para conhecer o centro da cidade. Comprei uma saia social e algumas roupas de ginástica no Santa Cruz Shopping. Pena que era véspera de feriado e várias lojas estavam fechadas, mas só esse lugar já valeria uma ida a Juiz de Fora. São inúmeras lojas de confecção própria, com roupas bacanas a preços muito em conta. Além disso, comemos doces da Fábrica de Doces Brasil. Não experimentei o famoso chapéu de napoleão (que a Fárida ama), nem vi nenhuma josefina (nosso casadinho ou xuxa-pelé), mas comi uma boa bomba de chocolate (embora feia, sem a cobertura)... Antes de voltar, passamos no museu Murilo Mendes e lemos alguns poemas concretos pelas paredes. Achamos meio pobrinho, mas interessante. À noite, fomos a um lugar que a Fárida não conhecia, mas sobre o qual eu havia lido a respeito em algum site: a Cervejaria Barbante, que fabrica sua própria cerveja. Adorei o lugar e a cerveja (que não deixa gosto de barbante na boca, apesar do nome... Embora só tenha tomado um golinho, pois estava dirigindo).

Eu e Faridinha (que estava bebendo Coca-Cola, juro!)
na Cervejaria Barbante

Aqui o rótulo que não me deixa mentir

No domingo, 1º novembro, dia de todos os santos, fomos passear no parque Mariano Procópio. Uma graça. Pena que não deu para visitar o museu, porque está em reforma. E pena também que meu digníssimo marido não comprou pilhas novas para a máquina e, graças a isso, temos pouquíssimas fotos de nosso fim de semana mineiro. De lá, fomos ao Cristo (sim, lá há um cristo!), no Morro do Imperador, almoçamos num lugar que vende doces - chamado Salva-Terra, onde a Fárida se encantou com um tucano que voava livremente - e tomamos uns maravilhosos-divinos-extraordinários sorvetes artesanais numa sorveteria chamada Bom Clima. Depois, tomei um café com morango (lindo e perfeito) e um doce delicioso numa cafeteria que, se não me engano, chama-se Café com Morango (dã!). À noite, fomos a um bar chamado Mercearia, de esquina, com uns armários antigos lindíssimos. Interessante, mas o padrão dos bares dali lembra um pouco o que virou a Lapa carioca, hoje. Com o que há de bom e de ruim. Tem até flanelinha!


De lentes transitions lá no alto do cristo juiz-forano

E, então, o feriado chegou... Pegamos a estrada tão logo acordamos, porque haveria um almoço de família na casa dos meus pais. Confesso que quase desviei do caminho, quando passei pela entrada para o meu Jardim Araras. O cheiro do cedro me deu uma vontade de visitar o sítio, molengar de frente para pedra Maria Comprida, tirar um cochilo na rede, na varanda... Mas eu não havia levado a chave, e sem o Zé por lá o sítio não é mais o mesmo. Resisti bravamente e cheguei bem na hora do almoço. Mas não vejo a hora de dar um pulinho no sítio.

* Infame, mas não resisti...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Desbravando o "Rio Antigo"

Todo sábado de pós, namoro os restaurantes bacaninhas da rua do Rosário. O pessoal da turma nunca está a fim, porque são mais caros e, bem, quase todos são professores... Ou seja, valem-se daquela desculpa clássica: "professor ganha mal". Além disso, é realmente mais fácil conciliar tantos gostos e preferências culinárias nos tradicionais restaurantes a quilo. Com isso, inovações são raramente bem-vindas.

Pensando bem, creio que eles só gostaram mesmo de conhecer a livraria Folha Seca (por conta do excelente acervo e por ter o café espresso mais barato das redondezas) e um restaurante a quilo do qual já nem lembro o nome na 1º de Março. Nada demais, apenas mais uma opção para o almoço comunitário (é impressionante como o povo se condiciona a ir sempre aos mesmos lugares e nem olha para os lados).

Da última vez, porém, consegui convencer o Márcio (um dos dois meninos da turma) a tomar uma sopinha e comer um sanduba na Brasserie Rosário. Foi providencial para a ressaca (sim, do tipo inesquecível), mas exagerei. Comi até sobremesa! E, assim, o almoço saiu uma pequena fortuna. Analisando agora, semanas depois, teria trocado o sanduíche por uma quiche com salada... mas manteria o doce. Precisava demais de glicose naquele dia!

O fato é que minha maior frustração era não conseguir almoçar na Al-Farábi, misto de livraria, restaurante, bar, livraria, sebo, galeria e sabe-se lá mais o quê, que fica na rua do Rosário. Já tinha tomado café, comprado livro, tomado cerveja (diversas opções boas e geladas), mas almoço que é bom, nada. Até ontem, quando consegui convencer a Si a sair lá dos arredores da praça Mauá para me encontrar ali, com a desculpa de ser meio do caminho para ambas. Amei.

Pena que a hora do almoço é tão curta e nem deu para zanzar entre os livros, tomar uma ou duas Therezópolis Gold, bater papo com o Simas (figurinha fácil por ali e um dos professores que marcaram minha vida). Aos sábados, infelizmente, fecha cedo, mas já combinei com a Si de voltarmos um dia de semana, após o expediente. Vejamos.


Amo essa ideia de reunir tantas coisas num só lugar. Parada na porta, enquanto esperava a Si, passa uma dona perguntando pela livraria. Respondi que era ali mesmo, e ela, vendo as mesas espalhadas pela rua: "Ah, pensei que fosse um restaurante!" E eu: "Mas é, também"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Vik Muniz, do MAM ao Getúlio

Ontem, domingo chuvoso, venci minha natural resistência a exposições e fui ao MAM para ver de perto do trabalho de Vik Muniz. Gostei, mas confesso – como em geral acontece, já que não sou muito fã desse tipo de programa – que fiquei decepcionada. Não com o talento ou a criatividade do artista, mas porque suas obras são – todas – retratos de trabalhos que ele fez com diversos materiais. Explico-me (ou tento): ele usa matérias-primas variadas, como sucata, plástico, manteiga de amendoim, algodão e até chocolate. Entretanto, nada disso está lá. A obra de arte é a foto do desenho que ele fez com o macarrão, por exemplo. É a foto das imagens que ele criou com arames ou alfinetes.

Se o prato estivesse lá, talvez valesse mais o ingresso


Ok. Alguns podem argumentar que as obras feitas com sucata não caberiam em exposição alguma. Concordo. Talvez por isso o que mais gostei na exposição tenham sido os vídeos que mostram como essas obras (com sucata e lixo) são feitas. Outros diriam, também, que o artista – ao fotografar seus trabalhos, como as esculturas em algodão – pode escolher o melhor ângulo e a melhor iluminação para a criação de um determinado efeito. Sim, sem dúvida. O fato, porém, é que senti falta do relevo que esses tão distintos materiais criariam nas obras. A fotografia, por melhor que seja, é unidimensional.

Lamento, ainda, que os textos explicativos que orientavam a exposição fossem tão sucintos. Isso, aliás, parece ser uma tendência nas exposições em geral, mas eu acho de uma pobreza... Informação nunca é demais, poxa. E, afinal, ninguém é obrigado a ler tudo. Um exemplo concreto são as imagens que recriam fotos famosas da revista Life. Ora, o textinho que introduz a série diz que o artista ficou surpreso com o fato de as pessoas nem sempre perceberem as incongruências presentes nas tais imagens, feitas de memória. Se até dele os detalhes escaparam, por que não do público? Creio que as fotos originais poderiam estar ali perto, para quem quisesse fazer a tal comparação...

De qualquer forma, devo concordar com a crítica especializada: o artista é interessantíssimo. Se eu, leiga impaciente, não gostei mais, foi apenas porque o MAM estava lotado. E aquela desordem de gente andando em ziguezague, aquele burburinho todo, me irrita um pouco. Para piorar, esqueci de colocar o boleto da pós na bolsa e tive que pagar a inteira (R$ 8). Mea culpa. Por isso mesmo, dou o braço a torcer e admito: ir ao MAM é um bom programa. Entretanto, talvez seja melhor num dia sem chuva... Para caminhar (ou andar de carrinho elétrico) pelo Parque do Flamengo, aproveitando o fechamento das pistas do Aterro para o lazer, e culminar por ali, tomando um café e curtindo uma bela paisagem. Aliás, pena que o café fica tão escondidinho... Eu adoraria que fosse de frente para a baía! Quanto à programação de março, a exposição fica em cartaz até o dia 22 e, na cinemateca, estão exibindo clássicos do cinema japonês.

***

O dia terminou – já noite – no Bar Getúlio, no Catete. Apesar das duvidosas paredes laranjas, o bar continua simpático. Bom atendimento, comidinha gostosa, chopp gelado e ar condicionado potente. Eu, Flávio, Fernando, Juliana e Rosana ficamos lá, batendo papo e adiando a hora de voltar pra casa. E já temos nossa próxima parada: o Restaurante Berbigão, diretamente de Jurujuba (Niterói) para o outro lado da esquina com a Silveira Martins. Parece promissor.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Angu do Gomes no Escravos da Mauá

O ano de 2009 começou, janeiro já passa da metade e só agora resolvi dar as caras por aqui. Perdoem, mas é que andei meio fora de combate, tudo por culpa de uma sinusite infernal. Ainda não estou 100%, mas chegou a hora de movimentar um pouco esse blog. Por isso, gostaria de começar pelo meu último fim de semana, quando venci minha resistência e estive no Largo de São Francisco da Prainha para conferir o Escravos da Mauá.


E lá se vão 16 carnavais...

Em primeiro lugar, explico a história da resistência: não gosto de lugares abarrotados de gente, barulhentos, absurdamente quentes e sujos. E, por todas estas razões, evito ir ao Escravos da Mauá. No entanto, acho que se trata de um acontecimento fantástico – principalmente por sua capacidade de mobilização – e, bem, depois de vários dias de molho, quis dar uma conferida. Além disso, queria ver como se comportaria o Angu do Gomes durante o evento.

Gente! O Angu me surpreendeu. Ok, o estabelecimento ainda precisa de alguns ajustes, especialmente no que diz respeito à bebida. Afinal, o chopp acabou cedo e a cerveja ainda não estava gelada quando cheguei. Entretanto, a comida estava perfeita e diria que foi providencial. O angu estava muito bom, como sempre, e os bolinhos de feijoada salvaram a noite dos amigos paulistas da onipresente Taty. Explico: eles chegaram tarde e não conseguiram experimentar a iguaria que dá nome ao lugar, mas ficaram extremamente felizes em conhecer o Vô Basílio (que não paravam de chamar de Gomes do Angu). Chegaram até a comprar uma carioquíssima pintura do De Paula.


Infelizmente, o som do Escravos da Mauá fica quase inaudível no meio daquele burburinho... Além do mais, a quantidade exagerada de gente e o calor enlouquecedor me fizeram rapidamente procurar outras paragens. Foi graças a isso que descobri um samba que acontecia logo ali na Pedra do Sal, onde uma brisa ainda batia e era possível sentar para tomar uma gelada. Naquele momento foi como se eu encontrasse o paraíso, sem exageros. Quem não conhece esse lugar, não imagina o que está perdendo. É lindo demais!


Claro, porém, que minha alegria foi momentânea. Não demorou muito e aquilo lá também ficou abarrotado de gente, a cerveja foi acabando, o atendimento deixou de existir, o banheiro não deu vazão... Mas aí já era hora de levantar acampamento. Espero que, de fato, a nova Prefeitura se estabeleça naquela região e revitalize o casario e, principalmente, aquela praça. Acho que já é mais do que hora de ocupar aquele espaço de maneira responsável.


***


Eu, realmente, preciso comentar sobre o show do Acorda Bamba que aconteceu na última segunda-feira (dia 12) no Centro Cultural Carioca. Muito bom, mas merece um post à parte. Prometo-o para breve. Ou não... Quem sabe?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Rio de Samba e de Chuva

Estou de férias. Depois de uma semana inteirinha em Fortaleza, volto ao meu Rio de Janeiro chuvoso e repleto de rodas de samba. A primeira delas rolou na tarde de sábado, aqui pertinho de casa, no Casarão da Garibaldi (vulgo Centro Municipal de Referência da Música Carioca), e marcava o encerramento das atividades do espaço. Tudo muito bacana, apesar dos mosquitos que me dilaceraram as pernas... E não estou exagerando! Minhas pernas continuam inchadas.

Pois bem, o sábado prometia ser ainda mais sambístico. Tivemos notícia de que nosso amigo Beto Caratori estava se apresentando no botequim VacaBrava, aqui mesmo na Tijuca. Infelizmente, ao chegarmos lá – eu, Flávio e meu pai –, encontramos um atendimento confuso e todas as mesas reservadas para não sei quantas comemorações de aniversário. Depois de muita negociação, conseguimos uma mesa, mas só lá no fundão. Segundo o gerente(?) que nos atendeu, não seria possível colocar nossa mesa mais à frente pois o espaço seria destinado à dança. Não sei, mas me pareceu haver uma certa má vontade mesmo... Uma pena, mas não valeria a pena pagar R$ 12 de couvert para não ver nada. De qualquer maneira, penso que a iniciativa é bacana e o que eu mais desejo é que a Lapa se espalhe até a Tijuca! Sim, porque aquilo ali é bem a cara da Lapa. No que há de bom e de ruim, na estética e no preço. Ainda assim, que venha.

O domingo, por sua vez, foi também movimentado. Depois de um churrasquinho em família que durou praticamente o dia inteiro, partimos para Santa Teresa com o intuito de prestigiar o aniversário de nossa amiga Eugênia. Levei meus primos Germana e Guilherme (este diretamente de Barcelona) com seus respectivos pares – Hernán e Adriana – e o bebê mais animado que já vi, meu priminho Moreno (filho do Gui e da Adriana). Mais uma roda de samba genial, num lugar super aconchegante, a varanda do Terra Brasilis (albergue em frente ao Parque das Ruínas). A lamentar mesmo só o cinza do céu, que não deixava a gente curtir a vista direito. No mais, tudo perfeito.

Pensam que acabou? O melhor guardei para o final: o Angu do Gomes está de volta. Isso mesmo! E com ele, provavelmente, a CASCA (Confraria dos Amigos do Samba, Choro e Angu). O Vô Basílio (antigo dono e avô do Rigo, que agora comanda a casa) estava lá, radiante, curtindo cada segundo da (re)inauguração, que foi fantástica. Para início de conversa, quem cortou a fita inaugural foi a Vó Maria. O lugar estava cheio, com mesinhas que se espalhavam pela rua aproveitando a trégua dada pela chuva. O chopp, a coca-cola e o angu (delicioso!) eram liberados e foram servidos ao som de samba e choro. A roda era composta por Patrick (7 cordas), Abel (cavaco), Luciano (bandolim), Silvia (trompete e escaleta), Pedro e Ronaldo (revezando-se no pandeiro). E ainda teve o choro pintado do De Paula, a performance do Gularte (o dito pelo não dito) e as canjas de: Beto Caratori, Gabriel Cavalcante, Vó Maria (obviamente) e do meu primo,
Guilherme Guimarães. Putz, muito bom mesmo! Esse é um lugar que realmente vale a pena conhecer, principalmente pela localização: o largo de São Franciso da Prainha. Que tenha vida longa!

A caminho do Angu do Gomes (ao fundo)

Pois é... E minhas férias ainda não acabaram. Pensei que a primeira coisa sobre a qual escreveria aqui seria Fortaleza, mas fui brindada com uma avalanche de coisas tão legais ao desembarcar no Rio que nem deu tempo. Então, vejamos o que ainda vem por aí!
Só tomara que eu agüente o tranco... Enquanto isso, cantemos:

O SAMBA NÃO PODE PARAR
(Dilce Coutinho, Fabrício do Império, Paulo George)

A chuva tá caindo
Mas o samba não pode parar,
Não! Não!
Não pode parar, não, não
Não pode parar

Esta chuva miúda
Para o sambista é uma coisa à toa
Chuva miúda no samba, malandro, é garoa

Esta chuva é sereno
Que não molha mais ninguém
Cada pingo que cai
É mais um sambista que vem

Mas o samba não pode parar
Não, não, não pode parar



A CHUVA CAI
(Argemiro - Casquinha)

A chuva cai lá fora
Você vai se molhar
Já lhe pedi, não vá embora
Espere o tempo melhorar
Até a própria natureza,
Está pedindo pra você ficar

Atenda o apelo desse alguém que lhe adora
Espere um pouco
Não vá agora
Você ficando vai fazer feliz um coração
Que está cansado de sofrer desilusão

Espero que a natureza
Faça você mudar de opinião

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Põe meia dúzia de Brahma pra gelar...

EU TÔ VOLTANDO!

31 de julho, Dia Mundial do Orgasmo. Flávio e eu fomos ao Sokana – o da Muda, que é pertinho de casa – tomar um drink chamado orgasmo. Estranha concepção da coisa, aliás: doce, rosa e cheia de vodka. Mas, enfim, vale pela brincadeira.

Chegamos ao bar e já fui me debruçando no balcão, em busca do garçom. Ele grunhiu qualquer coisa parecida com um “pois não” e eu mandei, na lata:

— Me vê um orgasmo, por favor.

— Um só?

— Dois copos, disse o Flávio.

— De quê, perguntou o garçom.

— De orgasmo, respondi já sem conseguir segurar o riso, mas acho que o garçom não tinha muito senso de humor. Ou não sabia que chegava ao fim o Dia do Orgasmo.


*****

Este café encontra-se em sistema de sof opening.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Noel Rosa de geração em geração

Os moradores de Vila Isabel homenageiam seu poeta nos
70 anos de sua morte

Na falta de foto, fiquem com o programa do show...

Pensei em passar o último fim-de-semana descansando, para me recuperar de uma gripe maldita que me pegou em cheio. Começaria já pela sexta-feira, indo para casa dormir. Simples assim. Acontece que, no trabalho, fiz minha visita habitual ao blog Histórias do Brasil, do meu querido professor Luiz Antonio Simas, e me dei conta de que era 4 de maio. Ou seja, há exatos 70 anos morria Noel Rosa. Para quem me conhece, sabe que desde criança sou fascinada pela obra desse sujeito. Aos 18 anos, em pleno ano de vestibular, larguei apostilas e simulados para devorar a biografia escrita por João Máximo e Carlos Didier, “Noel Rosa: uma biografia”. Livro que considero, aliás, um dos melhores que li até hoje.

Passei, então, a procurar as homenagens que fariam, pois 70 anos de morte é uma data importante, não é mesmo? Afinal, a partir do próximo 1º de janeiro, a obra de Noel Rosa cairá em domínio público e isso merece ser celebrado. Acontece que os únicos eventos de que ouvi falar foram os Escravos da Mauá (sempre com aquela história de “não divulguem” e blá-blá-blá), meio longe para quem estava gastando lenços e mais lenços de papel, e um show em Vila Isabel. E esta foi minha escolha por três motivos: de graça, perto de casa e com um time de primeira (Nilze Carvalho, Marcos Sacramento, Cristina Buarque e Roberto Silva, para citar apenas os cantores).

Não me arrependi. Graças à pouca divulgação, o evento não ficou insuportavelmente lotado. Foi um típico evento de bairro, com as pessoas andando despreocupadas pelo Boulevard 28 de setembro, cujo trânsito ficou fechado até meia-noite. A localização do palco foi privilegiada, perto de vários bares e de frente para o tradicional Petisco da Vila. Mesinhas e cadeiras ocuparam metade da rua, a outra metade ficou livre para o pessoal acompanhar o show de pé. Noite agradabilíssima. Acompanhem só o programa:

1) Nilze Carvalho
- Eu vou pra Vila
- Conversa de botequim
- Feitio de oração
- Com que roupa?

2) Marcos Sacramento
- Só pode ser você
- Mulato bamba
- Meu barracão
- Triste cuíca

3) Cristina Buarque
- O x do problema
- Cem mil réis / Quem ri melhor
- Julieta
- Três apitos

4) Roberto Silva
- Fita amarela
- Dama do cabaré
- Palpite infeliz
- Feitiço da Vila

5) Encerramento (Todos)
- O orvalho vem caindo / Até amanhã

O bis eu esqueci... Minha memória não é lá das melhores, né!? Mas, saquem só os músicos: Henrique Cazes – cavaquinho e direção musical; Luis Filipe de Lima – violão; Itamar Assiere – piano; Dirceu Leite – sopros; Beto Cazes e Paulino Dias – percussão. Aplaudidíssimos, claro. Exceto no momento em que Henrique Cazes desandou a elogiar o vereador Paulo Cerri. Desnecessário, eu acho. Bem, até entendo o agradecimento, uma vez que foi ele o responsável pela homenagem... Mas a babação de ovo a meu ver foi excessiva. E as vaias, portanto, merecidas.

De lá, eu e Flávio fomos beber no Vila de Noel com os amigos que encontramos pelo caminho. Várias Bohemias depois, vimos o trânsito voltar a circular normalmente. Minha gripe, é claro, piorou consideravelmente e fomos embora. Só não consigo entender como é que as pessoas podem perder eventos como esse, de qualidade, baratos e super tranqüilos. Como a senhora que encontrei no caixa do banco Santander e me perguntou se eu também estava indo ao bingo. Constrangida, bastante nervosa, disse-me que havia acabado de perder R$ 1.000 e que não sabia o que iria fazer. Estava ali para ver se sacava algum dinheiro e voltava lá, para tentar recuperar alguma coisa. Me deu uma tristeza... Minha vontade foi arrastá-la comigo pela rua, para comer uma tapioca e tomar umas cervejas até o show começar. Mas, acho que seria inútil... Não é mesmo?

domingo, 29 de abril de 2007

CineSobrado exibe "Cartola"

O CineSobrado cumpriu a promessa e exibiu na última quarta-feira, dia 25 de abril, o documentário “Cartola – Música para os olhos”, com direção de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. Por meros R$ 2, quem foi teve o privilégio de conferir um filme excelente, ainda em cartaz nos cinemas da cidade. E, além disso, pôde participar de um debate muito legal após a sessão, o que vem se firmando como uma tendência de nosso cineclube.


Uma reverência feita por quem deve ser reverenciado

Sou suspeita para falar do filme, porque adoro samba e Cartola é um de meus compositores preferidos no gênero, porém, posso dizer que adorei. Isso não significa que eu não tenha críticas a fazer, é claro. Conversando depois com o pessoal, senti que faltaram muitas legendas. Eu me virei bem, porque conheço boa parte das personagens que aparecem no filme, mas quem estava ali para conhecer um pouco mais saiu confuso.

O filme é, na verdade, uma colagem de imagens – algumas, raríssimas – sem ter muito a preocupação de ser didático. Esse talvez seja o problema. É um filme para iniciados. As pessoas vão esperando um filme como “Vinicius” (também uma co-produção da Globo Filmes e sobre o qual eu já comentei aqui no blog) e encontram algo bem menos claro. Uma pena, eu diria. Ao invés de utilizar legendas para contextualizar determinadas situações, o filme recorre a imagens de época, de passeatas, por exemplo. E o público acaba perdido.

Outro problema é que várias personalidades acabam não sendo sequer citadas. Como Dalmo Castelo, co-autor de sucesso como “Disfarça e chora” e “Verde que te quero rosa”. Mas isso se explica pelo fato de o filme ter co-produção da Globo Filmes, o que significa que só puderam ser usadas imagens da Globo e de acervos particulares. Talvez não explique especificamente a ausência de Castelo, mas dá margem a uma série de possíveis lacunas. O curioso é que dizem que essa questão da liberação de imagens foi bastante confusa e quase fez com que o filme nem saísse. Encareceu bastante o orçamento, sem dúvida.

Mas, falemos do debate! O convidado da vez foi Clementino Jr., um dos diretores da ABD&C (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas), onde também rola aos sábados um cineclube maneiríssimo, aliás. Ele ainda levou a Eliane Gordeeff, que juntamente com seu marido e parceiro de animação Cláudio Roberto, além de enriquecer o debate ainda nos brindou com a exibição de seu curta-metragem "A Rosa" (no site dá para ver esse e outros filmes). Inspirado, segundo ela, na música "As rosas não falam" do mestre Cartola (principal assunto da noite), o filme tem apenas 2min e meio de duração.

De lá, como sempre, emendamos no bar... Bem que tentamos beber ali do lado mesmo, no Risco de Vida, mas já estava fechado. O escolhido da vez foi, então, o Universo da Cerveja, ali no "Baixo Tijuca". Foi bem divertido, apesar da maioria das pessoas, dessa vez, não beber uma gota de álcool! Além da Bohemia geladíssima a R$ 3, no balde de gelo, eu e Flávio ainda comemos uma deliciosa batata rostie recheada de carne seca com catupiry. Lá, conversa vai, conversa vem, passa um pipoqueiro e eu faço o Leo Pinheiro correr atrás do cara, para ver se ele topa aparecer na próxima sessão. Pegamos o telefone do sujeito. Vejamos!

domingo, 13 de agosto de 2006

Apenas dois parênteses...

Primeiro parêntese: Ainda sobre as terças insanas...

O Universo da Cerveja, ali no "Baixo Tijuca" (na esquina de Almirante João Cândido Brasil com Santa Luiza) está com uma promoção bem legal. Em tempos de Ambev e cerveja cada vez mais cara, eles cobram R$ 2,50 a garrafa de Skol ou Bohemia. Mas só às segundas e terças! O lance é que tem uma musiquinha ao vivo bem chata, daquele estilo voz e violão. Todos os dias! Para quem gosta, ou não se incomoda, até que o couvert não é caro (R$ 3). Mas para quem não gosta... Faça como eu e chegue após às 22h que a tortura já terá acabado. A cerveja é gelada, vem no baldinho.


Segundo parêntese: Sobre o cineclube no Beco do Rato...

Fui conferir o cineclube lá no Beco do Rato. Não cheguei muito tarde, mas não consegui pegar uma mesa do lado de fora. Ou seja, não consegui ver nada e acabei desistindo. A exibição demorou muito a começar, porque a roda de choro que dá início aos trabalhos se estendeu demais. E, sei lá, eu ando meio cansada dessas rodas de choro que tocam sempre as mesmas músicas, do mesmo jeito... Chega uma hora que não dá mais, né!? Nem com cerveja estupidamente gelada.

O maior problema, porém, é o banheiro feminino. Antes eram dois. Precários, mas dois. Agora é um banheiro só, com três reservados. Seria ótimo, se não fosse o fato de que os reservados não têm porta e a mulherada precisa ir de três em três pra poder trancar a porta. Pra piorar, lá pela meia-noite, já não havia mais água, nem na pia. Ou seja... Meninas, além do papel que eu avisei para levar na bolsa, não deixem de levar um vidrinho de álcool gel pra limpar a mão! E, bem, encarem como uma aventura. Qualquer dia eu volto pra tentar ver o cineclube de novo.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Terças Insanas! Você vê tudo dobrado...

Perdição total, total... Ai, ai...


Acabou a moleza. As férias da Facha acabaram e, com isso, lá se vão minhas noites livres. Mas ainda não apareci por lá. Sabe como é... Primeira semana... Carro na oficina... Bate aquela preguiça, né não!? Por mais que eu já esteja com saudade das aulas, vou sentir falta de algumas coisas. Principalmente, das terças à noite.

Explico. Descobri que este é o dia das promoções. Perdição total! Dose dupla de chope no Roquinha. Dose dupla de pastel e uísque (!) no Adão. E tudo pertinho de casa, sem ter que fazer muito esforço... Perfeito. E ainda dizem que faltam opções de lazer na Grande Tijuca! Só pode ser brincadeira.

Vou tentar ser o mais didática possível, para ver se a galera aprende o caminho. Prestem atenção, viu?


Roquinha (Rua General Roca 949, Tijuca - Telefone: 2264-6417)

O tijucano que diz que não conhece o Roquinha não deve estar ligando o nome à pessoa (ops, ao bar). O Roquinha é um bar de esquina, que fica na General Roca, bem entre o Frango Veloz e o Pizza Grill. Hoje faz o estilo “varandão”, depois de passar por uma reforma que tirou um pouco a cara de “pé-sujo”. Antes a galera costumava invadir a calçada, mas agora já não é preciso. Tem lugar pra todos. O cardápio traz várias opções de petiscos, mas o carro-chefe da casa são os sanduíches. Qualquer dia é legal. No carnaval, tem a banda... Mas a parada mesmo é aparecer por lá às terças. Como eu dia, é dia de dose dupla de chope. Você pede um (a R$ 2,70) e ganha
outro. Quer coisa melhor???


Adão (Av. Engenheiro Richard 105 A, Grajaú - Telefone: 2577-0730)

Cara, esse é imperdível! Trata-se de um outro bar de esquina, mas no Grajaú. São os melhores pastéis que eu já comi!!! Um verdadeiro atentado à balança!!! E têm uma variedade de sabores digna de rodízio de pizza. Tem até de estrogonofe e de sonho de valsa (nham)! O preço da unidade varia entre R$, 2,40 e R$ 3, mas vale cada centavo. Às terças, todo pastel que você pede vem em dobro. O mesmo acontece com a dose de uísque (R$ 7, Red Label). O lance é que o bar lota ainda mais que o habitual e o serviço acaba ficando meio lento... Mas, enfim... Eu recomendo. Vale a pena chegar cedo e botar o nome na fila (tem um quadro branco lá dentro pra isso!). Você não gosta de pastel? Não tem problema. O cardápio é variadíssimo (e delicioso). A vantagem é que você pode escolher um dia mais calmo, sem crise de consciência.


Pois é, eu lamento muito que as aulas de terça-feira à noite voltem justamente neste momento tão profícuo... São tantas promoções! E nenhuma lá perto da Facha... A única vantagem é que economizo alguns trocados e evito uns quilos extras, desnecessários. Mas, falando sério, para essas duas doses duplas serem ainda melhores só se fossem uma do lado da outra. Sei que é coisa de paulista, mas... Dose dupla de chope e de pastel? Seria o paraíso, né!?

PS: Resolvi colocar "terças insanas" no título inspirada por meu novo amiguinho de orkut, o Serginho Correia, que vocês podem conferir em blogs como o De poeta e louco, o Contos Cariocas e o Berço do Samba, todos muito interessantes.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

O Beco do Rato faz lembrar uma Lapa que já não há

Quem vê o bar assim vazio não dá nada pelo lugar...

Quero aproveitar o post da minha amiga Julie (lá no blog dela, o Circuito Alternativo... Ou seria Agenda Cultural? Agora fiquei na dúvida!) para falar também do Beco do Rato. Para quem não conhece, trata-se de um botequim (pé-sujíssimo) que faz lembrar uma Lapa que já não existe mais. Afinal, em tempos de casas chiquérrimas, altíssimas produções e bares da moda, quase não sobra espaço para o meu, o seu, o nosso bom e velho boteco.

Agradeço, aqui, aos meus amigos do PSTU, pois foram eles que me apresentaram o lugar quando a sede do partido foi parar ali nas imediações. Da primeira vez, estive lá de passagem. Tinha um outro compromisso em outro lugar. Mas guardei na lembrança, esperando poder combinar de novo, levando os amigos a tiracolo. Foi o que fiz na última sexta-feira, assim que a Eugênia (aliás, por favor, não divulga ainda na Agenda não!!!) comentou que tava querendo conhecer o lugar. Por isso, quando li o que a Julie escreveu, tive certeza de que tinha acertado na mosca (ou seria no rato?).

O bar fica na rua Morais e Vale 5, bem na esquina com a Joaquim Silva. Mas, atenção! O pessoal teve dificuldade em encontrar, porque não é no trecho da Joaquim Silva que é paralelo à rua da Lapa e, sim, no que corta a própria. Ou seja, indo em direção à Glória pela rua da Lapa, passou o Ernesto, é só virar na primeira esquerda. Não tem erro! O samba rola toda sexta-feira (com o grupo Imorais e Valem, assim batizado em alusão ao nome da rua...). Não há cobrança de couvert, mas como lembrou a Ju, é bom chegar cedo!

Estou louca para conferir os demais eventos culturais que acontecem por lá. Ao que parece, toda quinta-feira tem um cineclube seguido por uma roda de choro. Encontrei muita gente conhecida por lá... Gente com quem eu costumava esbarrar pelas rodas da cidade. Muitos estão batendo ponto no Beco do Rato agora. Até porque a cerveja é estúpida... E farta. Pena que faltam copos de vidro para todos! Mas tem para todos os gostos (da Cintra à Original, passando pela Bohemia). Além disso, em termos de Lapa, tem um bom preço (R$ 3 / R$ 3,50). Outra coisa: a comida não é ruim (nem muito cara). Só demora pacas. E, bem, tem o banheiro... Meninas, é bom levar papel...

PS: A foto eu tirei lá do site Lá na Lapa, tá? Se procurarem pelo Beco do Rato, verão que ele já está lá.