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sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Justa homenagem a Maria Margarida

PARA VER AS MENINAS

Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído

Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito


Grande Paulinho da Viola! Já se passaram dois meses desde que escrevi neste blog. Sei que muitos devem achar que eu cansei, que perdi o tesão de escrever... Mas não é verdade. Eu adoro isso aqui. Meu silêncio também não é devido à falta de tempo. Eis uma coisa que não me falta... Mas, poxa, não vão pensando que eu sou uma ociosa, hein!? O lance é que eu descobri que o tempo é algo bastante maleável. Sempre dá para arranjar uns minutinhos aqui, outros ali.

Mas deixe eu parar com esses preâmbulos... Minha ausência nesses dois meses deve-se, afinal, a um fato bem triste. No dia 6 de setembro eu escrevi meu último post esforçando-me por falar de coisas boas. Entretanto, a realidade era que aquela tinha sido uma das poucas noites que pude passar em casa, depois de dois dias acompanhando minha avó no hospital. Meus pais tinham acabado de sair, naquele momento, para saber o que estava acontecendo com ela, tudo indicava que ela havia piorado. Não quis escrever sobre o assunto no dia e realmente, se o faço agora, é porque sinto a necessidade de me explicar.

No feriado de 7 de setembro, uma quinta-feira, perdi minha avó. Uma delas, é fato. Porque a outra ainda está por aí, lindinha e toda fofa. Mas, ultimamente, era a Maria Margarida que era a mais próxima. Morava pertinho, topava qualquer parada, minha companheira de viagens, de chope e até de pilates! Se vocês pensam que avós têm a cara da Dona Benta, seja a antiga (Zilka Salaberry) ou a atual (Suely Franco)... Acreditem, apesar dos cabelos brancos, minha avó não tinha nada a ver com esse estereótipo de vovó. Era classuda, bonita, moderna, charmosa e, pasmem, aos 76 anos, parecia uns dez anos menos. Ou seja, foi uma morte inesperada. E, bem, daí o meu silêncio.

Então, que fique aqui registrada minha justa homenagem a uma fã incondicional de Frank Sinatra. E que este seja o marco da retomada deste espaço. Tenho tantas coisas para comentar, fui a tantos lugares interessantes nesses últimos meses... Lembrem-me de falar sobre minha marajó renascida das cinzas, sobre Aracaju, Riachão do Dantas e seu bode (é sério!), sobre a pizzaria do Chico, os vários filmes a que assisti e, ora, tantas outras coisas.


Maria Margarida Meira
(30/08/30 - 07/09/06)


SERENADE IN BLUE

When I hear that serenade in blue

I'm somewhere in another world
Alone with you.
Sharing all the joys we use to know
Many moons, ago.

Once again your face comes back to me.
Just like the theme of some forgotten melodie.
In the album of my memory
Serenade, in Blue

It seems like only yesterday
A small cafe, a crowded floor
And as we danced the night away
I hear you say forever more
And then the song became a sigh
Forever more became goodbye;
But you remained in my heart.

So tell me darling is there still a spark?
Or only lonely ashes of the flame, we knew.
Should I go on whisteling in the dark?
Serenade in Blue



Um comentário:

Fárida disse...

Ela tá lá do lado do Papai do Céu, com os anjinhos e cuidando de vc.
Olha lá o que vai aprontar,hein?rsrsrs