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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

De Niterói à Tijuca: entre amigos, é sempre melhor!

Há séculos não passava uma tarde de domingo em Niterói. Não que isso me faça tanta falta, mas andar pelas ruas de Icaraí me faz lembrar de minha avó e isso é sempre bom. Faz lembrar também dos amigos que fiz pela cidade e do período em que cheguei a cogitar em morar lá. Hoje, não troco minha Tijuca por nada, mas ir a Niterói ainda é um bom passeio, principalmente na companhia de amigas tão queridas como a Vanessa e a Juliana, que atualmente vive em Icaraí.

Fomos até Niterói para um churrasco da nova família do pai da Vanessa, no Barreto. Ela não queria ir sozinha e me pediu para acompanhá-la. Fomos parar em uma casa simples, com uma família bem simpática e bastante acolhedora, que nos entupiu de carne e refrigerante. Era tanta comida que logo demos um jeito de sair dali, antes que a gente saísse de lá rolando ladeira abaixo. Além do mais, fazia muito calor e não aguentávamos mais a proximidade da churrasqueira... 

Liguei para a Juliana convidando-a para um passeio. Ela topou e, com isso, fomos buscá-la em casa, em Icaraí. De lá, fomos para um quiosque em Boa Viagem, para pegar um pouco de vento, ficar olhando a paisagem e, talvez, tomar uma água de coco. Como ninguém veio nos servir, começou a ventar e a vista para o Rio começou a ficar meio embaçada, resolvemos dar continuidade ao passeio. Lembrei do jogo do Fluminense, tricolor relapsa que sou, e fomos em busca de uma TV em Icaraí.

Por isso, estacionamos na Moreira César e seguimos a pé em busca de um bar com TV. Paramos num lugar chamado Virtual Bistrô, que tinha um telão e um banquinho vazio, de frente para o jogo. Um achado! Ficamos ali tomando água e suquinhos até meu time ser sagrado tricampeão brasileiro, 26 anos depois do último título. :-)

Ser campeã entre amigas é ainda melhor... Neeenseee!!!
Juliana tinha um compromisso e nos deixou, mortas de vontade de continuar a comer pastéis... Eu e Vanessa resolvemos, então, ir comê-los no Adão da Tijuca (ex-Estephanio's). Chamamos o Marcelo Vital, morador das redondezas, que veio com sua prima. Chegaram, os dois, debaixo de um tremendo temporal. E a chuva, torrencial, caiu por um bom tempo... Resultado: assistimos de camarote a mais um alagamento da esquina da Ribeiro Guimarães com Artistas. E só saímos de lá depois de muito chopp e pastel, mas valeu. E muito. Ainda mais por estar entre tantas pessoas vestindo as cores do Fluminense.

Foi um rio que passou em minha vida...

domingo, 28 de novembro de 2010

Um bom domingo

Hoje me desfiz de minha bicicleta. Era uma Caloi Ceci com cestinha, toda colorida. Gostava dela, era fofa, mas estava aqui apenas pegando ferrugem e poeira. Além disso, corria o risco de ter os pedais e o selim comidos pelas cadelas, tal qual elas fizeram com a bicicleta do Flávio. Estou feliz. Acho que ela será, finalmente, usada por alguém. Eu mesma quase conto nos dedos as vezes em que andei nela... Foi providencial encontrar a Raquel, amiga e conterrânea da Biba, nas imediações da Saens Peña. Agora, ela é a feliz proprietária de uma bicicleta, artigo que vinha pensando em comprar, pois facilitaria sua vida. Que faça bom uso.

Mas o domingo não foi marcante apenas por isso. Refiz, também, a prova para a Fiocruz. Desta vez, na Cândido Mendes do Centro. Tudo bem que não foi tão perto de casa como da outra vez, mas serviu para rever a Juliana e o Fernando, que andam bastante niteroienses. Vi também, ainda que de longe, o Salgueirinho, mas não deu para esperá-lo na saída. Provavelmente, se tivesse ficado na porta, encontraria ainda mais gente conhecida. Talvez fosse divertido, mas consegui convencer o digníssimo casal já citado a caminhar pelo Aterro e fomos embora.

Saímos a pé em direção à Praça XV, andamos até o aeroporto e, de lá, até o MAM... E seguimos adiante, sempre acompanhados daquela paisagem estonteante. O dia estava realmente lindíssimo, ótimo para caminhar. Juliana foi reclamando de fome o tempo inteiro, bem como das sapatilhas que dilaceravam seus pés, mas não desistiu. Decidimos caminhar até o Botafogo Praia Shopping para comer alguma coisa e, à altura do hotel Novo Mundo, no Flamengo, lembrei de ligar para a Rosana. Queria chamá-la para ver o novo filme do Woody Allen no Arteplex.

Ela estava andando de bicicleta em Ipanema, mas topou o programa. Juliana se animou para o cinema e continuamos a caminhada até o shopping. É bem verdade que, ao chegarmos lá e forrarmos nossos estômagos, ela quase deu para trás, mas o apelo de um programinha de meninas (o Fernando ia ficar pelo shopping mesmo) foi mais forte. E foi assim que assistimos à sessão das 19h50 de "Você vai encontrar o homem dos seus sonhos".

Gostei do filme, embora ache que o fim ficou meio solto... Gosto de histórias mais amarradinhas, com início, meio e fim. Não é o caso desse filme, mas como é um Allen legítimo, não importa tanto. Foi bom de ver, ainda mais na companhia de duas grandes amigas. Ter Juliana e Rosana ao meu lado, ao mesmo tempo, já valeu o programa. Pena, apenas, que, dado o adiantado da hora, não tenhamos parado para fazer um lanche depois. Mas valeu, ah se valeu...

Juliana e eu no Aterro: lindo dia

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jazz no topo da favela

Finalmente consegui ir ao jazz no The Maze Inn, o hostel também conhecido como  A Casa do Bob, localizado em plena favela Tavares Bastos. O melhor da noite? Não gastei um centavo para entrar, pois tive a sorte de descobrir que um amigo músico está tocando lá. Encontrei o Leandro (Freixo) num show do grupo Cabuloso (do qual ele faz parte) no Centro de Referência, na Garibaldi. Ele me chamou para vê-lo tocar no The Maze e perguntei se ele não me arranjava dois convites (afinal, a entrada custa salgados R$ 30!).

Convites confirmados, partimos eu e Jaque rumo ao Catete. Para quem não sabe, a Tavares Bastos é uma rua de paralelepídos que sobe, sinuosa, como se fosse uma rua de Santa Teresa, cuja subida começa na Bento Lisboa (Catete). A gente vai passando por casarões fantásticos até não ter mais como seguir adiante e descobrir que está no meio da favela. Estacionei, e, logo, dois meninos se ofereceram para nos levar até a Casa do Bob: muito simpáticos e empolgados com o evento.

Não tivemos problemas para entrar, mas o lugar estava lotado e abafadíssimo. Afinal, sexta-feira fez um calor terrível e o lugar não conta com muitos ventiladores ou janelas. A varanda estava concorridíssima, então, mal conseguimos ver a paisagem deslumbrante que se vê lá de cima. Acho que é uma das vistas mais bonitas que se tem da baía de Guanabara em toda a cidade! Adoraria ter conseguido chegar lá na ponta. :-)

A música é realmente muito boa, mas os músicos praticamente não param de tocar. Isso me pareceu meio cruel, já que o lugar é tão quente. Entretanto, é claro que é ótimo poder contar com música ao vivo de qualidade praticamente todo o tempo. Quase não conseguimos falar com o Leandro, uma pena. Ah! Adorei o terraço do hostel, embora, de lá, não se ouça nem uma nota da música que continua a tocar, firme e forte. Acho, apenas, que faltam lugares para sentar... Ainda que de alvenaria (fica como sugestão).

Agora, problema sério mesmo é a bebida... A água sem gás acabou antes mesmo de a gente chegar. Eles conseguiram repor, mas continuou sem dar vazão e acabou de vez. A água com gás acabou em seguida. Tomei uma das últimas coca zero (como vocês podem notar, não estavávamos na pilha de encher a cara naquele suadouro) e, pelo que entendi, a cerveja estava quente. Sinceramente, a R$ 30 por cabeça, isso é bastante complicado... Mas não chegou a estragar a noite.

O público é bastante diversificado. Há muitos turistas estrangeiros, é claro, mas também cariocas de várias tribos. A mistura é inusitada, e, se estivesse um tiquinho menos cheio e fresco, seria o ambiente perfeito para interagir e fazer novas amizades. Os sofás são confortáveis e as mesas, praticamente coletivas. No fim das contas, um barato. Vale, sem dúvida, uma visita. Pena que esqueci de levar a máquina...

Na falta de foto, fiquem com o mapa de lá


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Troca de livros

Acho que já disse aqui mais uma de uma vez: adoro ganhar livros da Saraiva. Porque é fácil de trocar e, como eles dão o prazo de um mês para isso, dá até tempo de ler o livro ganho e decidir se vale a pena mantê-lo na estante ou não. Há quem pense que faço uma grosseria ao fazer a troca, mas o fato é que minhas estantes já são abarrotadas demais para que eu me dê ao luxo de ficar juntando livros lidos que não pretendo reler ou dos quais não precisarei para mais nada (um trabalho acadêmico ou uma pesquisa, por exemplo).

Pois bem, dito isto, confesso: troquei o livro que meu amigo Vital me deu de presente de aniversário. :-)

E vejam que era um Vargas Llosa que eu ainda não havia lido... Só que eram vários contos, do livro de estreia dele, e uma novela. Ou seja, não me fascinaram como os romances do sujeito o fizeram. Não morro de amores pela pessoa pública que é Mario Vargas Llosa, mas realmente gosto do romancista que ele é. Achei, inclusive, bem razoável o Nobel em Literatura recém-recebido por ele. O cara é bom escritor, mas, em início de carreira, verdade seja dita, ainda tinha um longo caminho a trilhar...

Rodei, rodei a Saraiva do Shopping Tijuca e acabei batendo o olho numa edição bonita (Ah, as capas... Elas sempre me chamam a atenção!) de um livro de Nelson Rodrigues, escrito sob o pseudônimo de Suzana Flag... Ameeeeeeeeei o título: "Meu destino é pecar". O livro que troquei custava pouco mais da metade, mas consegui inteirar com um bônus que eu tinha no cartão Saraiva Plus (Sorte, né!?) e acabei dando apenas sete reais do meu bolso.

Saquem só a capa e a contracapa:

Não é lindo? Foi amor à primeira vista!
Achei um barato a contracapa com a "assinatura"
do pseudônimo Suzana Flag




No ônibus de volta para casa, quase emendei de vez na leitura. Como flui, né!? Ler Nelson Rodrigues, mesmo quando a história é barra-pesada, é de uma leveza assustadora. Entretanto, achei melhor deixar para saboreá-lo mais tarde, quando já tiver terminado "A história de Mayta", um romance do Vargas Llosa que encontrei perdido na minha estante. Não, não recomendo, mas não é de todo ruim. Achei a tradução sofrível, é verdade, mas o pior é que este é um romance muito aquém dos que já li dele. Interessante, mas dispensável. A ser lido, preferencialmente, no original ou com outra tradução que não a de Remy Gorga Filho, de quem nunca nem havia ouvido falar. Alguns me perguntam: "Então, por que ler até o fim?" Mas é que eu sou curiosa, né!? Não consigo parar assim no meio... :-)))

domingo, 17 de outubro de 2010

Fimes para se ver de molho?

Conforme havia prometido, vamos a um inventário dos filmes que vi durante meu processo de convalescença. Não sei se lembrei de todos, mas certamente os mais significativos estão na lista. A ordem não faz o menor sentido, mas vamos aos títulos, seguidos por breves comentários:

1) O segredo dos seus olhos
Eu adoro o cinema argentino. Ainda mais quando vem com certificado de autenticidade, ou seja, tem o Ricardo Darín no elenco. Daí, o filme ganhou o Oscar de filme estrangeiro, eu tentei até ver no cinema, mas acabei não indo. Acho até que ainda está em cartaz, mas preferi baixar mesmo. Amei. Bem produzido, história surpreendente, cheia de reviravoltas... Recomendo, de verdade. E temo, pois ouvi dizer que Hollywood pensa em fazer um remake. Fala sério, né? Pra quê? Me digam: pra quê???

2) Tudo pode dar certo
Hilário. Mas sou suspeita, porque adoro os filmes do Woody Allen. De qualquer forma, ri bastante e até esqueci que minha perna estava doendo pacas. Divertidíssimo. Fácil de baixar e legendas razoáveis. Recomendo.

3) Gran Torino
Dramalhão, bem norte-americano. Filme razoável, mas... Ah, sei lá, quem precisa disso? Clint Eastwood está bem no papel do militar racista que é "dobrado" pelos vizinhos orientais e tal. Esse eu já tinha alugado há séculos e não tinha visto (copiei bestamente). Acabei vendo na TV, então, se alguém quiser minha cópia, é só pedir. Pra quem gosta do estilo, é um prato cheio.

4) Coraline e o mundo secreto
Morro de medo de bonecas com olhos de botão e acabei achando o filme assustador. Entretanto, no fim, gostei do filme. Passa toda hora na TV. Pena que não vi em 3D...

5) Julie e Julia
Passou na TV e acabei vendo. Achei chato, apesar do bom desempenho de Meryl Streep no papel de Julia Child. Ainda bem que não perdi meu tempo alugando.

5) Motor Psycho
Um dos filmes do tal papa do soft porn sobre o qual comentei outro dia: Russ Meyer. Divertido, com muscle cars, mulheres peitudas, violência e diálogos insólitos. Bem B mesmo. Realmente, nota-se claramente que é uma das influências do Quentin Tarantino. Divertido.

6) Faster, Pussycat! Kill! Kill!
Outro filme do Russ Meyer. Talvez, o mais conhecido. Gostei bastante. Agora, apenas a título de ilustração, segue o cartaz do filme:

Acreditem, essa mulher, Varla (Tura Santana),
é o cão chupando manga

7) Grindhouse: À prova de morte e Planeta Terror
Eu ia ver À prova de morte (do Tarantino) no cinema, mas depois a Julie me contou que ele fazia parte de um projeto do Quentin Tarantino com o Robert Rodriguez, chamado Grindhouse, e que havia, portanto, outro filme (Planeta Terror). Então, resolvi baixar e ver em casa mesmo, os dois. A despeito dos zumbis toscos do filme de Rodriguez, gostei bastante de ambos os filmes.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inventário de presentes

Este ano, ganhei diversos bons presentes que gostaria de compartilhar com todos. Afinal, tá certo que o que vale é a presença e tal, mas presente é bom, sim. Ainda mais, presente bacana. Ou não? Ok, estou morrendo de tédio, em casa, com essas pernas enfaixadas (preparem-se que, daqui a pouco, começo a falar sobre os filmes a que tenho assistido! ;-P) e não sei mais o que inventar. Estudo, leio, vejo filmes, escrevo, jogo vídeo-game (mas o Wii está restrito ao Mario Bros, já que estou incapacitada para a maior parte dos movimentos do Fit e mesmo do Sports, e não tenho outros jogos), navego na internet... E tenho comido horrores, claro, porque minha mente ansiosa só sabe pensar em comida. Renata, minha nutricionista, que não me leia... :-)))

1) Vanessa e Enaldo - Confesso que fui até a loja trocar o aroma, porque o de baunilha (a Vane A-M-A!) era doce demais para mim. Anyway, amei. Hidratante nunca é demais... e colônia, idem.

Body splash (qual o problema em chamar de colônia?)
e hidratante Sweet Angel (aroma Sweet Spell)

2) Salgueirinho e Beatriz - O Leandro sempre aproveita meus aniversários para me educar culturalmente, digamos assim. Foi assim que me apaixonei por Dexter (certo ano, ganhei um DVD com a 1ª temporada completa e, desde então, venho acompanhando esse peculiar serial killer). Em 2010, ganhei CD e DVD:

Saquem só a cultura cinematográfica do moço...



A musical também é foda, né? Já tá no ipod
3) Marcelo Vital - Rá! Eu amo ganhar livro. Ainda mais livro que ainda não li, de autores latino-americanos de minha predileção. Gosto do texto do Vargas Llosa (recomendo veementemente a leitura de Tia Julia e o escrevinhador, Pantaleão e as visitadoras, A cidade e os cachorros, nessa ordem). Ainda não tinha esse livro que o Vital me deu. E já estou lendo... Se conseguir terminar a leitura a tempo e não me apaixonar pelo livro, ainda vou à Saraiva trocá-lo por outro. :-)

O livro reúne dois textos: Os chefes (1959), livro de estreia do autor,
e Os filhotes, novela de 1967


4) Musse, Márcia e Sofia - Um DVD com um show clássico de Bob Marley promete, não?

Quem quer vir aqui em casa assistir?
Sobrou cerveja pacas...


  
5) Germana e Hernán - Minha primona sempre sabe como me agradar. Amo brincos, e estes são lindos.

Juro que, se conseguir uma foto melhor, troco.
Esta não faz jus aos brincos
6) Heloísa - Minha tia gaúcha lembrou de mim e me deu esse conjuntinho fofo de brincos e cordão. Mas o melhor presente, mesmo, não tive tempo de fotografar: um brigadeirão de-li-ci-o-so. Imaginem aí! ;-)

Uma fofurinha, não?
7) Eugênia - Os presentes da Eugênia são sempre inspirados. Achei essa bolsinha uma graça, só não decidi ainda para que vou usá-la. Moedas, talvez? Aceito sugestões...

Adorei esse cristo magrelo sob sol sertanejo
(sei lá, sol vermelho me soa escaldante e, portanto, lá do sertão ;-D)
8) Luiz Antonio e Francine (e Daniel, Helena e Fernanda) - Na verdade, eles me deram um desodorante do Boticário, mas eu estava com tanta vontade de comprar esse creme e tão sem grana para isso que aproveitei o presente para abater o valor do creminho-gel-que-parece-de-comer da nova linha Fun. Espero que não fiquem chateados, mas eu amei a troca e agradeço aos dois por terem me ajudado a comprar o creme que tanto queria.

Vocês já viram essa linha Fun? É tudo tão gostoso... :-P
9) Flávia e Marcelo - Ela sabe o quanto amo ganhar hidratantes. Amei, amei, amei (3x, para combinar com o presente). Acho que minha pele ganhou hidratação para o próximo ano, né?
 
Aí está um exemplo de presente triplamente agradável

10) Acácia e Acyoli (e Isabela, Pedro e Juliana) - Falem sério: já viram mochila mais fofa? Morram de inveja, pois fui eu quem escolhi. É da Santa Malagueta, um quiosque deveras gracioso que fica na estação Uruguaiana do Metrô. Minha tia Acácia é nota 10. Foi só eu falar que queria uma mochila nova, mas que fosse fofa, e ela me levou lá.
 
Fiquei na maior dúvida entre esta estampa de matrioskas
e as de bolinhas... Dúvida cruel, não? ;-)
11) Jaque - Adorei este porta-documentos para guardar os documentos do carro. Meu pai só achou muito aviadado pra ele ter que sair com isso quando tiver que levar meu carro para algum lugar, mas paciência.

As coisas da Fitá são mesmo uma graça, né?
12) Miriam - Quem não gosta de caixinhas, não é mesmo? E esta é tão bonitinha...

O melhor mesmo é o cheirinho de madeira, delicioso...

13) Sulamita - Minha avó me deu uma blusinha preta que até já foi usada. Estava lá no cesto de roupas para passar e, por isso, saiu tão amarrotada. É bonitinha, mas ela ainda está me devendo um vestidinho. De qualquer forma, nada disso compara ao panelão de canjica que minha avó trouxe para a festa. Sou completamente alucinada por canjica. Obviamente, o melhor já não dá mais para fotografar... :-P

Amarrotadinha, né? :-)


*****

Bem, que eu lembre, foi isso. Se alguém tiver me dado algo que eu tenha esquecido, por favor, não se ofenda e me avise. Todos sabem que tenho memória de peixe: sou uma Dory. :-) Só não estranhem o fato de não figurarem na lista os presentes da minha mãe, do meu pai e do Flávio, ok? É que são tantas coisas, materiais e imaterais... O post ficaria extenso demais e eu correria o risco de cometer injustiças.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Acidente doméstico

Na última quinta-feira, dia 23 de setembro, sofri um pequeno acidente doméstico. Cheguei em casa exausta e fui fazer um chá de sucupira para o Flávio, que dizem ser bom para dores na coluna. Era tarde e, embora eu quisesse apenas tomar um banho e relaxar, resolvi deixar o chá coado numa jarra de vidro. Acontece que não sabia onde estava a tal jarra e gastei vários minutos abrindo e fechando portas de armário. Já irritada, encontrei o que buscava no fundo do armário que há sob a pia, onde costuma dar mofo.

Lavei a jarra e, então, cometi uma grande estupidez: esqueci de um troço chamado choque térmico. A jarra estava sob a bancada de mármore, lavada. O chá, ainda borbulhante, estava na panela. O que eu fiz? Segurei o coador com uma das mãos e virei o chá dentro da jarra com a outra. A jarra espatifou-se. :-/

Gritei. Chorei. Consegui desviar o tronco, mas o chá caiu todo em minhas pernas. Dói para ca-ra-le-o. Flávio veio em meu socorro, mas não entendia nada. Eu não falava nada, só chorava. Apontei para a jarra quebrada e o chá esparramado pelo chão, consegui falar que tinha me queimado. Abri o congelador, peguei uma compressa de gelo, tirei a calça de ginástica (que só fazia cozinhar ainda mais a minha pele) e sentei para aplicar o gelo, sempre chorando.

Flávio ligou para meu pai, ele veio e pôs clara de ovo sobre a queimadura. Fomos ao Quinta D'Or, de onde só saí por volta de 1h30 da madrugada. E, desde então, estou de molho. Tenho queimaduras (de 1º e 2º graus) em ambas as coxas, faço curativos duas vezes ao dia, meus pais me trazem comida e eu não saio de casa por causa das cachorras... Desmarquei tudo que havia planejado para esta semana. E já perdi a conta de quantas vezes contei a mesma história.

Enfim...

Fica a dica: o choque térmico não é lenda e a gente pode se queimar fazendo chá. :-D

Para os curiosos de plantão, estas são as sementes de sucupira:
"A sucupira possui ação anticancerígina, além de ser um ótimo tônico. 
A planta é utilizada no combate ao excesso de ácido úrico do corpo, amigdalite, artrite, asma, 
blenorragia, cistos ovarianos e no útero, debilidade orgânica, dermatoses, diabetes, dor de garganta, 
dores espasmódicas, feridas, hemorragias, inflamações, reumatismo, sífilis e vermes." 
(Fonte: http://www.medicinaisplantas.com/plantas-medicinais-sucupira.html)


 

domingo, 19 de setembro de 2010

Agradeço àqueles que mostraram a língua...

E disseram: 33, junto comigo.

Ao som da clássica Canção de Aniversário, de José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro, que reproduzo abaixo, na voz de Nilo Sérgio:


Adoro fazer aniversário. E adoro, ainda mais, estar rodeada de amigos no dia 18 de setembro. Este ano, tudo parecia colaborar para que a comemoração fosse mais chinfrim, afinal, trabalhei a semana toda, o tempo ameaçou fechar terrivelmente (mas acabou sendo só uma chuvinha de nada, que não poderia mesmo faltar, já que sempre chove no meu aniversário) e ainda tive aula da pós no dia D (sábado). Todos podem imaginar o cansaço e a correria que foi, não? Ah! Acresçam a isso o fato de que, sexta à noite, me despenquei até Jacarepaguá, para o aniversário da Flávia... E a danada ainda inventou de fazer a festa em play alheio, o que me fez gastar umas duas horas em busca do endereço.

Mas, ok, sobrevivi. A aula nem foi ruim, consegui fazer as unhas e estreei um meigo vestido de bolinhas, o que sempre favorece meu humor. Flávio, Nena, meus pais, Marinalva... Todos me ajudaram a receber o pessoal (especialmente minha família, que nunca falta). Sem eles, nada teria dado certo. Teve caldo verde, caldinho de feijão, tapioquinhas doces e salgadas, milho cozido, salsichão, paçoca, jujuba, bolo, brigadeiros e brigadeirão. Diria que, salvo por algumas ausências, compreensíveis ou não, foi tudo perfeito. 

Este post é um agradecimento a todos. :-)

Seguem algumas fotitos da festinha...



 Salgueirinho e Bia, eu e Jaque

Tios Luiz Antonio e Acácia, minha mãe e minha avó Sulinha

 Jaque, Eugênia, eu, Clauber e Marcelo Vital

 Hernán, eu e Germana

 Enaldo e Vanessa

 Flávio, Bicudinha, Bruno e Taty

Flávia e Marcelo, Juliana (de costas) e Márcia, ao fundo


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Descobertas animadas: longas de Adam Elliot

Desde o último Anima Mundi, venho baixando desenhos para ver em casa. O objetivo inicial era criar um minifestival caseiro, reunir os amigos, essas coisas... Mas a ideia acabou não vingando e as animações acabaram se acumulando no meu HD. Descobri, por indicação do meu amigo Marcelo Vital, uma coletânea vastíssima chamada Beltesassar's Short Animation Festival, da qual encontrei 16 partes (se alguém souber de mais alguma, avise). Há coisas realmente muito boas. Algumas, embora bem manjadas, deliciosas de se assistir. E, como eu não tenho me animado muito a ir ao cinema (perdi  os últimos do Tim Burton, Woody Allen, Quentin Tarantino... e não fui ver o Ricardo Darín!)

Apenas ontem tomei coragem e comecei a ver algumas coisas. Escolhi ver dois longas do Adam Elliot, recomendadíssimo por vários amigos: Harvie Krumpet (2003) e Mary and Max (2009). Lindos, os dois. Ambos têm como personagens principais homens com distúrbios psiquiátricos, as síndromes de tourette (Harvie) e de asperger (Max). Os dois filmes falam sobre inclusão, respeito, amizade, amor, família, de forma algo melancólica. E tudo isso sem perder a poesia e até a graça, embora esta seja bastante sutil. Não são filmes leves (muito menos Mary and Max), mas, sim, são belíssimos e devem ser assistidos:



Agora preciso ir, pois ainda me restam mais de 30 GB de animações para assistir... São mais de 300 arquivos! Além disso, coloquei na lista, por pura curiosidade, depois de ler a respeito de uma mostra que estava acontecendo no CCBB e à qual eu não poderia ir, uns três filmes do Russ Meyer. Mas disso eu falo depois, já que só ontem testei as legendas dos três. Parecem interessantes.

domingo, 5 de setembro de 2010

Diálogo insólito no trajeto Carioca-Saens Peña

Sexta-feira, vivi uma situação insólita. A coisa aconteceu assim: estava eu, com fones de ouvido, de pé no vagão feminino. Ao chegarmos à Central, vagou um lugar e sentei. Peguei o livro que estou lendo e tentei me concentrar na leitura, que não é nada fácil. [Estou apanhando para entender o inglês de The sound and the fury, do William Faulkner, que encontrei na minha estante. Achei que estava há muito sem praticar o idioma e que este seria um bom treino.]

 Considerada a obra-prima de Faulkner,
deve ser difícil em qualquer língua... Mas agora fiquei curiosa!

Pois bem, estava absorta na leitura. Ao chegarmos à Afonso Pena, a pessoa que estava ao meu lado levantou e eu aproveitei para escorregar para a janela. Afinal, sempre pode haver alguém cansado, disposto a sentar-se por duas estações, certo? E havia. Assim que cheguei para o canto, alguém correu para sentar e o trem seguiu viagem. Logo senti um cutucão no braço. Virei-me para ver o que era e percebi que a mulher ao lado falava algo que eu não escutava por conta dos fones. Educadamente, tirei o fone, pensando que devia ser algo importante, afinal, ninguém interrompe a leitura de um desconhecido no metrô, não? Ainda mais se a pessoa está com fones no ouvido, sinal claro de que não está disponível para conversa... 

Ledo engano. Segue o diálogo insólito:

— Você faz inglês?

Ainda confusa, respondi:

— Não... Como assim?

— Você está lendo em inglês, né?

— Sim – disse, pensando que deveria ter respondido que não, aquilo ali era russo.

— Você sabe inglês? – ela perguntou.

— Sei – respondi educadamente, pensando que bem que poderia ter dito que não, que estava com aquele livro aberto apenas para "tirar onda" no metrô.

— Você aprendeu sozinha? – eu juro que quase tive um treco quando percebi o rumo que a conversa ia tomando, mas me contive.

— Não, eu fiz curso, mas já faz muito tempo – respirei fundo.

— Foi difícil? – really, ela interrompeu minha leitura para fazer este interrogatório?

— Bem, foram sete anos na Cultura Inglesa. Fácil, não foi – aí, eu já estava conformada e até achando divertido, pensando que finalmente teria algo para contar aqui no blog e, por isso, emendei:

— Espanhol é mais fácil.

Ela pegou a isca:

— Espanhol se aprende no susto, né?

— Não é bem assim, espanhol engana. Acho que é mais fácil para nós, brasileiros, apenas porque compartilhamos muito vocabulário e muitas das estruturas gramaticais, mas isso às vezes até atrapalha.

— Ah, eu tive uma professora de espanhol fantástica (ela era realmente fantástica!) que dizia que, se a gente chegasse lá [imagino que na Espanha ou em algum outro país de fala hispânica, ela não foi clara] sem saber falar direito a língua, eles tentavam ajudar como aqui.

Eu não resisti e ri. Imaginei um espanhol ou argentino, em geral famosos pela impaciência, tentando entender um turista perdido que acha que fala espanhol. Respondi:

— Aí, depende de quem você encontrar pela frente... Nem todos têm essa boa vontade. Só no Brasil mesmo – e eu era a prova viva disso, já que havia enveredado por aquela conversa por não saber cortá-la – as pessoas estão sempre dispostas a dar tanta informação.

— É verdade, né? No Brasil, a gente sempre tenta ajudar...

Ri, de novo, já me preparando para pôr novamente o fone no ouvido, mas ela ainda atacou:

— Mas a língua mais difícil do mundo é o português, né?

— Não, a mais difícil é aquela que a gente não consegue aprender – eu detesto ouvir isso, acho uma grande bobagem, já que todo nativo (exceto, talvez os que tenham pendores gramaticais) de qualquer idioma costuma ter a sensação de que não domina completamente sua própria língua e, no entanto, comunica-se perfeitamente por meio dela.

— É verdade... E ainda tem quem fale várias línguas, né?

Balancei a cabeça afirmativamente e sorri. De novo, achei que conseguiria pelo menos voltar a ouvir música, mas ela não me largou: 

— Você é professora?

Aí, me resignei de verdade... Marquei a página do livro, desliguei o ipod e torci para chegarmos logo à Saens Peña, embora com algum receio de que ela me seguisse. Respondi, secamente:

— Não – imaginem se respondo que já fui, e de português, literatura e redação?

— O que você faz?

— Sou jornalista.

Noto um breve assombro, uma pausa, quase uma veneração:

— Ah! E quantas línguas você precisa saber para ser jornalista?

Preciso? Como assim preciso? Acho que devia responder que preciso saber mesmo é português, mas entendo que é uma batalha perdida... E, com isso, digo apenas:

— Ah, quanto mais melhor...

— Quantas você sabe?

— Estrangeiras? Inglês e espanhol – e, nisso, o trem chegou na estação, levantamos, dei tchau e saí pelo lado oposto ao que ela ia, mas sempre olhando para trás, apavorada pela ideia de que talvez ela pudesse me perguntar mais alguma coisa.

Antes que me perguntem (como já o fizeram), não, ela não era velha. Não era muito jovem, mas talvez não tivesse nem 50 anos. E, sim, tinha cara de maluca. Eu mereço. Penso que talvez tenha sido mais salutar (para mim) dar trela, bater palmas para ela dançar. Afinal, vai que ela se irritava comigo, sei lá.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

2010, ano de parcos arraiais

Com essa história de Copa, deixei passar vários arraiais promissores. Em primeiro lugar, porque uma boa parte deles fazia alusão ao evento futebolístico, com bandeirinhas verde-amarelas. Não gosto disso. O que me atrai neste tipo de festa, além das comidas típicas, músicas, danças e demais questões culturais, é o colorido da decoração. Amo bandeirinhas: quanto mais coloridas, melhor. Além disso, lembro de ter ficado gripada nessa época e de ter aulas nos sábados em que haveria festejos do gênero. Já estava até me resignando a passar 2010 sem um único arraiá.

Cheguei a cogitar uma ida, em fins de julho, à minha querida Feira de São Cristóvão. O "São João" por lá ia até o dia 1º de agosto, mas não deu pé pra mim . Sigo acalentando ma ida à Feira para me empanturrar de tapiocas e quetais, mas está difícil de combinar. Poderia arregimentar meu marido e fiel escudeiro para um passeio a dois, mas prefiro ir com mais gente: acho mais divertido. Nem vou pelo forró (já que danço mal e meu marido é um pé-de-chumbo), mas pelas comidas, pela gente e, até (pasmem!), pelo videokê.

Quem me conhece sabe que considero a sexta-feira o melhor dia para se ir à Feira. Gosto de chegar cedo (21h é o limite), para estacionar com calma e aproveitar o espaço sem ter que disputá-lo com uma multidão. Além do mais, às sextas é mais fácil conseguir boas promoções nos restaurantes, o que é praticamente impossível nos concorridíssimos sábados. Desde que deixei de trabalhar em São Cristóvão, sonho em zanzar por entre aqueles corredores, tomar cerveja gelada no meu bar de estimação (será que ainda existe o Oásis da Feira?)... Para quem não conhece a Feira, considero este um passeio obrigatório.

O único arraial a que tive acesso esse ano ocorreu no princípio de agosto, na praça Afonso Pena. Fomos apenas eu e Flávio, num sábado à noite. Estava lo-ta-do. Comemos cocada, canjica, salsichão, tapioca e caldo verde. Quase nos aventuramos pelas brincadeiras, mas não conseguimos nos decidir entre a pescaria e o de acertar a bola na boca do palhaço. Achamos os brindes meio toscos e as brincadeiras, um tanto caras. Depois de ouvirmos uns forrós daqueles que grudam na cabeça, como o que segue abaixo:


domingo, 18 de julho de 2010

Tá rolando o Anima Mundi 2010!!!

Gente! E foi dada a largada... Começou o Anima Mundi 2010! Quem já foi? Eu resolvi garantir e fui correndo para o CCBB na própria sexta-feira. Saí mais cedo do trabalho e consegui uma sessão às 17h30, de um troço chamado Curso 1, cujo propósito não entendi muito bem até agora. Algumas ideias eram bem interessantes, mas de resto a sensação era de ser algo em desenvolvimento mesmo. Depois, comprei ingresso para a sessão de Curtas 11, às 19h, que achei bastante boa. Gostei de todos, acho. Chato que foi na Praça Animada, espaço que solucionou a questão de assentos para o festival, mas que é bastante desconfortável. Ô cadeirinha ruim, viu!?

 Programa imperdível: até 25 de julho, no Rio de Janeiro

Acham que parei por aí? Que nada... Mesmo sabendo que teria aula no dia seguinte e preocupada com a chuva torrencial que desabava sobre a cidade, comprei um ingresso para as 21h. Flávio veio me fazer companhia e, depois de um café com muffin na cafeteria do CCBB, rumamos para a mesma Praça Animada de onde eu havia acabado de sair... Fiquei louca quando vi a programação. Eu simplesmente PRE-CI-SA-VA ver aquele longa: Boogie, el aceitoso


Costumo dizer que minha pós em tradução de espanhol não tem servido para nada, mas esta é uma meia-verdade. Na aula de legendagem, fomos apresentados a este filme, baseado na obra de um espanhol chamado Fontarrosa. Cheguei a fazer as legendas para o início do longa, mas taí um troço realmente trabalhoso. Quando falam em legendagem, as pessoas simplesmente não imaginam a trabalheira que dá. Desisti logo no início, mas fiquei doida para ver o filme inteiro. Claro que poderia tê-lo visto no meu próprio computador, já que o espanhol não é um entrave para mim, mas não estava a fim de ver sozinha... Então, o Anima Mundi veio bem a calhar.

Assassino de aluguel, frio e sem misericórdia, Boogie é um personagem violento, machista e sádico. Seu maior orgulho são as chacinas de que participou, no Vietnã e no Golfo. Adaptado pelo argentino Gustavo Cova, o filme tem 1h22 de duração. A combinação de um humor bruto e sem concessões a um roteiro ácido e inteligente é um convite: desfruta-se de uma profunda dose de ironia e de uma violência tão extrema que é impossível não rir. Não, decididamente não é para quem estômago fraco, mas vale a pena assistir. E, para isso, o melhor é aproveitar o Anima Mundi mesmo, cujo ingresso custa módicos R$ 6 (ou R$ 3!, para os que pagam meia).

Veja, abaixo, os locais e horários de exibição (extraídos do site do festival):

Centro Cultural Correios - Praça Animada
    16/07/2010-21h    23/07/2010-21h
Unibanco Arteplex Botafogo
    17/07/2010-22h
Cinema 1 CCBB RJ
    20/07/2010-17h30
Fund. Memorial da América Latina - Sala 2
    29/07/2010-23h
Fund. Memorial da América Latina - Sala 1
    30/07/2010-20h
Cinema Odeon BR
    24/07/2010-20h

A quem interessar, segue matéria do Globo sobre o fime: Tratado como obra-prima na Europa, o filme 'Boogie, el aceitoso' parodia o herói Dirty Harry, imortalizado por Clint Eastwood.

PS: Sair do Anima Mundi, à noite, já não é mais um problema. A organização do festival oferece, agora, um ônibus até o metrô da Cinelândia para quem ficar para as sessões noturnas. O serviço é gratuito e basta apresentar o canhoto do ingresso para embarcar. Excelente ideia, não?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Minha galinha-d'angola by Julie

Aos gatos pingados que passam por aqui para ver se há novidades ou se abandonei o blog de vez, peço um pouco de paciência. Ando num daqueles momentos introspectivos e tal, aquela desculpa padrão mas nem por isso necessariamente falsa. Espero que compreendam. :-)

Dei um pulinho aqui, assim rapidinho, só pra mostrar a galinha-d'angola que minha amiga Julie fez para mim. Gente! É perfeita! Linda, linda, linda! Acho que vou até ficar com pena de usar o chaveiro, com medo de estragar... Mas é uma fofucha a tal da galinha, chiquérrima com seus poás, não é?

Dizem que galinhas-d'angola não fazem "cocó", e sim "tô fraco, tô fraco"... Acho que a minha faz "sou fofa, sou fofa". :-P

  Esta é a Maristela, minha galinha-d'angola. Gostou?
Então, tire o olho que ela é minha! 
Visite o Casa di Boneca e encomende a sua  

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Casa di boneca, com espelhos, fuxicos e galinhas

Minha amiga Julie tá de blog novo e muito interessante. Chama-se Casa di Boneca, o que me parece bastante apropriado, apesar de já estar acostumada ao nome do blog antigo (Variário). Entretanto, não é este exatamente o motivo deste post. Na verdade, fiquei encantada com o recém-descoberto (ok, nem tão recente assim...) talento da Ju para artesanatos e afins. Primeiro, foi o espelhinho de fuxico, que ela, aliás, jura que é tão fácil de fazer que até eu consigo. Diz que poderá me ensinar em breve. Uma formosura! Mal vejo a hora de tentar...

 Espelho com fuxicos, flores e bonequinha by Julie
Além do espelho, o gatão Leo na cama

Não bastasse o espelho fuxicado, ela agora me vem com uma galinha de feltro pra lá de fofa. Digna de Farmville! E o melhor é que parece realmente fácil de fazer, pelo menos de acordo com o passo a passo ilustrado que ela postou. Originalmente pensada para ser ímã de geladeira, acho que daria um excelente chaveiro. Na verdade, fui para casa pensando nela porque cheguei a comentar que gostaria de ter uma versão com as cores da galinha-d'angola, que acho chiquérrima porque é coberta de poá.

Coisa fofa essa galinhazinha a la Farmville

E agora, para quem não lembra da Chicória, da Turma do Lambe-Lambe (sim, eu adorava o Daniel Azulay e a Chicória era uma galinha-d'angola) e não faz ideia de como é uma galinha-d'angola...

Não é classuda com essas penas cheias de poás?


segunda-feira, 21 de junho de 2010

O dia da morte de Saramago

Sexta-feira passada, 18 de junho, tomei um susto. Morreu o escritor José Saramago. Sim, sei que estava idoso e que a saúde já vinha dando sinais de alerta, mas não estava preparada. Achava, ainda, que haveria mais uns dois ou três romances inéditos dele. Juro. Não esperava nenhuma obra-prima, é verdade... Até porque, a meu ver, Saramago foi pródigo em obras-primas. Ok, a rigor, só pode haver uma "prima", mas eu jamais pude me decidir. Se bem que, na verdade, tenho sim o meu "saramagozinho" preferido: Todos os nomes. Para mim, esse é o melhor de todos.

 Se é preciso escolher, fico com este

O personagem José, simplesmente José, como o do poema de Drummond (com o qual o romance parece dialogar o tempo inteiro), é de uma beleza singela. Ele é um simples escriturário de uma espécie de cartório português. Seu passatempo, no início da história, é colecionar fotos e informações sobre famosos. Entretanto, em determinado momento, a vida de uma mulher anônima lhe chama a atenção e ele deixa as celebridades de lado, passando a colecionar dados de anônimos, resgatados da burocracia do dito Registo Civil. Nas palavras do autor: "Que este romance possa ser entendido como um ensaio sobre a existência - talvez. [....] Que o livro possa ser visto como uma indagação sobre a identidade, sim, mas não sobre a identidade própria. O que aqui se procura é o 'outro'".

Não preciso nem dizer que recomendo deveras a leitura deste livro. Desde que o li, tento convencer meus amigos leitores de que este é um livro essencial. Infelizmente, jamais encontrei alguém que quisesse, principalmente, debater a questão identitária proposta por Saramago neste livro. Quem sabe agora? Creio que aproveitarei o ensejo, já que não haverá novos romances do Saramago, para reler este livro. E aí? Alguém me acompanha? ;-)

Deixo aqui uma crónica "drummondiana" de Saramago, pouco conhecida, publicada no seu livro A bagagem do viajante:



“E agora, José?”


Há versos célebres que se transmitem através das idades do homem, como roteiros, bandeiras, cartas de marear, sinais de trânsito, bússolas – ou segredos. Este, que veio ao mundo muito depois de mim, pelas mãos de Carlos Drummond de Andrade acompanha-me desde que nasci, por desses misteriosos acasos que fazem do que viveu já, do que vive e do que ainda não vive, um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida. Considero privilégio meu dispor deste verso, porque me chamo José e muitas vezes na vida me tenho interrogado: “E agora, José?” Foram aquelas horas em que o mundo escureceu, em que o desânimo se fez muralha, fosso de víboras, em que as mãos ficaram vazias e atónitas. “E agora, José?” Grande, porém, é o poder da poesia para que aconteça, como juro que acontece, que esta pergunta simples aja como um tónico, um golpe de espora, e não seja, como poderia ser, tentação, o começo da interminável ladainha que é a piedade por nós próprios.

Em todo o caso, há situações de tal modo absurdas (ou o que o pareceriam vinte e quatro horas antes), que não se pode censurar a ninguém um instante de desconforto total, um segundo em que tudo dentro de nós pede socorro, ainda que saibamos que logo a seguir a mola pisada, violentada, se vai distender vibrante e verticalmente afirmar. Nesse momento veloz tocara-se o fundo do poço.

Mas outros Josés andam pelo mundo, não o esqueçamos nunca. A eles também sucedem casos, desencontros, acidentes, agressões, de que saem às vezes vencedores, às vezes vencidos. Alguns não têm nada nem ninguém a seu favor, e esses são, afinal, os que tornam insignificantes e fúteis as nossas penas. A esses, que chegaram ao limite das forças, acuados a um canto pela matilha, sem coragem para o último ainda que mortal arranco, é que a pergunta de Carlos Drummond de Andrade deve ser feita, como um derradeiro apelo ao orgulho de ser homem: “E agora, José?”

Precisamente um desses casos me mostra que já falei demasiado de mim. Um outro José está diante da mesa onde escrevo. Não tem rosto, é um vulto apenas, uma superfície que treme como uma dor contínua. Sei que se chama José Júnior, sem mais riqueza de apelidos e genealogias, e vive em São Jorge da Beira. É novo, embriaga-se, tratam-no como se fosse uma espécie de bobo. Divertem-se à sua custa alguns adultos, e as crianças fazem-lhe assuadas, talvez o apedrejem de longe. E se isto não fizeram, empurraram-no com aquela súbita crueldade das crianças, ao mesmo tempo feroz e cobarde, e o José Júnior, perdido de bêbedo, caiu e partiu uma perna, ou talvez não, e foi para o hospital. Mísero corpo, alma pobre, orgulho ausente – “E agora, José?”

Afasto para o lado os meus próprios pesares e raivas diante deste quadro desolado de uma degradação, do gozo infinito que é para os homens esmagarem outros homens, afogá-los deliberadamente, aviltá-los, fazer deles objecto de troça, de irrisão, de chacota – matando sem matar, sob a asa da lei ou perante a sua indiferença. Tudo isto porque o pobre José Júnior é um José Júnior pobre. Tivesse ele bens avultados na terra, conta forte no banco, automóvel à porta – e todos os vícios lhe seriam perdoados. Mas assim, pobre, fraco e bêbedo, que grande fortuna para São Jorge da Beira. Nem todas as terras de Portugal se podem gabar de dispor de um alvo humano para darem livre expansão a ferocidades ocultas.

Escrevo estas palavras a muitos quilómetros de distância, não sei quem é José Júnior, e teria dificuldade em encontrar no mapa São Jorge da Beira. Mas estes nomes apenas designam casos particulares de fenómeno geral: o desprezo pelo próximo, quando não o ódio, tão constantes ali como aqui mesmo, em toda a parte, uma espécie de loucura epidémica que prefere as vítimas fáceis. Escrevo estas palavras num fim de tarde cor de madrugada com espumas no céu, tendo diante dos olhos uma nesga do Tejo, onde há barcos vagarosos que vão de margem a margem levando pessoas e recados. E tudo isto parece pacífico e harmonioso como os dois pombos que pousam na varanda e sussurram confidencialmente. Ah, esta vida preciosa que vai fugindo, tarde mansa que não será igual amanhã, que não serás, sobretudo, o que agora és.

Entretanto, José Júnior está no hospital, ou saiu já e arrasta a perna coxa pelas ruas frias de São Jorge da Beira. Há uma taberna, o vinho ardente e exterminador, o esquecimento de tudo no fundo da garrafa, como um diamante, a embriaguez vitoriosa enquanto dura. A vida vai voltar ao princípio. Será possível que a vida volte ao princípio? Será possível que os homens matem José Júnior? Será possível?

Cheguei ao fim da crónica, fiz o meu dever. “E agora, José?”

(in: SARAMAGO, José. A bagagem do viajante. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 5. ed. p. 33-35)



PS: Fica aqui minha homenagem não só a Saramago, mas a meus saudosos avós Arivaldo Fontes e Murillo Andrade, igualmente "marcados" pelo dia 18 de junho. O primeiro, nascido em 18 de junho de 1923. O segundo, falecido em outro 18 de junho, de 2002. Que suas histórias de vida sobrevivam aos labirintos da burocracia, na memória de seus descendentes.

domingo, 30 de maio de 2010

Fim de semana "cinematográfico"

Passar um fim de semana meio de molho (sem querer estar, graças a uma maldita gripe) faz com que a gente gaste todas as baterias no sábado, cuidando do básico: cabelo, depilação, remédios de manipulação, unhas... E todas as coisas das quais não damos conta durante a semana, por mais que nos esforcemos. Daí, antes de sucumbir de vez aos remédios, fazemos uma última estripulia. No meu caso, foi um "queijos e vinhos" improvisado no sábado à noite, em que me diverti horrores e me empanturrei de comidinhas, jurando passar uma semana de provações só para compensar.

Depois de um sábado quase orgiástico (quando eu deveria estar de cama, descansando ao lado de uma caixa de lenços de papel, soro para o nariz, trimedal e muita água), resolvi me resguardar no domingo. E aproveitei para ver dois filmes da minha lista de pendências. O primeiro foi Alô, alô Terezinha, documentário sobre o Velho Guerreiro, o Chacrinha, vulgo Abelardo Barbosa. Gente, eu juro que estava com preguiça de assistir, mas valeu cada segundo. Eu ri. Ri demais. E quem me conhece sabe que eu dificilmente rio. Acontece que há situações incrivelmente bizarras. E foram para o ar cenas que certamente seriam cortadas se este documentário tratasse de algum personagem mais tradicional ou se tivesse a pretensão de "academizar" o fenômeno Chacrinha. E cito, apenas a título de referência, a cena do Byafra cantando Sonho de Ícaro. Mas há outras pérolas. Ah, se há...

 
Trailer do filme Alô, Alô Terezinha, dirigido por Nelson Hoineff

Além desse filme, aproveitei para ver também Os falsários, que, a despeito de ser mais um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, é bom. Baseado numa história real, conta a história do judeu Salomon Sorovitsch, "um extraordinário falsário e boêmio", como diz a sinopse. Após ter sido preso e levado a um campo de concentração alemão em 1944, ele concorda em ajudar os nazistas em uma organizada operação de falsificação criada para ajudar a financiar os esforços de guerra: a Operação Bernhard.

sábado, 1 de maio de 2010

Cinelândia Tijucana

Fim de férias. Vida entrando nos eixos. Novo emprego, novas responsabilidades. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que fica até difícil me concentrar em uma para falar a respeito. No momento, sou toda expectativas, a antítese da concentração. Sinto que tenho um mundo inteiro a explorar, sabe como é?

Apesar de tudo isso, gostaria de deixar registradas aqui algumas impressões que tive sobre uma leitura recente. Trata-se do livro A segunda cinelândia carioca - Cinemas, sociabilidade e memória na Tijuca, escrito por Talitha Ferraz. Fruto da dissertação de mestrado da autora, o livro é o maior barato. Especialmente, para os tijucanos. Não é uma leitura árida, apesar das inúmeras referências bibliográficas e citações, pertinentes a um texto originariamente acadêmico. Minha única crítica, talvez por vício profissional, seja com relação à revisão ortográfica propriamente dita. Não que o texto esteja repleto de erros, mas é nítido que faltou um cuidado maior com a revisão. Fica, então, o alerta para uma segunda edição ou mesmo para um próximo livro.

Eu me diverti bastante com a leitura, por vezes nostálgica. Achei interessantíssimo ler uma obra que trate especificamente da ascenção e do ocaso dos cinemas tijucanos. Afinal, a autora teve acesso a informações muito mais precisas por parte das empresas donas das salas e de antigos funcionários dos cinemas, pesquisou jornais... Coisa que ajuda, inclusive, a desmistificar algumas situações, como a do impacto da construção do Metrô na praça Saens Peña, apontada por muitos como a principal responsável pelo fim dos cinemas. Ora, como se a questão fosse assim tão simples, fruto de uma simples relação de causa e efeito. 


RESUMO
A Praça Saens Peña, localizada no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, já foi chamada de Segunda Cinelândia Carioca, Cinelândia da Tijuca e também de Cinelândia Tijucana. Em 1907, foi uma das primeiras regiões da cidade a inaugurar salas de exibição e chegou a abrigar, ao mesmo tempo, treze cinemas de rua muito próximos uns aos outros, na segunda metade do século XX, tornando-se um notável pólo exibidor que se extinguiu completamente em 1999. Do auge ao fechamento dos movie palaces e poeirinhas que compuseram esse circuito, até a entrada do modelo das salas multiplex na Tijuca, localizadas no shopping center do bairro, verificamos como o cinema, enquanto equipamento coletivo de lazer e promotor de encontros e agenciamentos entre diversos elementos humanos e não-humanos, ressoa na configuração dos espaços construídos das cidades, na vida cotidiana e no imaginário das pessoas. Assim, partindo de uma pesquisa etnográfica que envolveu entrevistas com antigos freqüentadores dos cinemas extintos e observação participante, este trabalho estuda a construção de memórias e como a experiência de espectação cinematográfica, isto é, a atividade de ir ao cinema pôde e pode constituir formas de sociabilidade, possibilitando diferentes tipos de apropriação do espaço urbano.
Palavras-chave: Tijuca, Sociabilidade, Memória, Espaço urbano, Exibição cinematográfica, Espectação cinematográfica

Título: A Segunda Cinelândia Carioca: cinemas, sociabilidade e memória na tijuca
Autora: Talitha Ferraz
Editora: Multifoco
Páginas: 322

Faça o download e confira o índice e a introdução do livro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Relatório parcial de férias

Esta é praticamente minha última semana de férias. Digo praticamente porque a próxima será uma semana de transição: para quem ainda não sabe, estou mudando de emprego. Não sei se fiz a melhor escolha, mas creio que fiz o que deveria. Depois falo mais a respeito... Por enquanto, quero apenas saber das minhas férias. :-)

1) Consegui, finalmente, levar o campineiro Bruno para comer o bolinho de bacalhau do Caneco Gelado do Mário, em Niterói. Era algo que eu tentava fazer havia anos! Antes era difícil fazê-lo cruzar a ponte... mas, creio que graças à companhia da Mari, ele vem ampliando seus territórios. Foi uma tarde memorável, aliás. Salvou a ida à praia de Camboinhas, que é linda, mas neste dia não estava muito pra peixe...
  
 Taí um lugar que todos deveriam conhecer
(esta eu "roubei" do álbum da Mari no Orkut)

2) Gostaria muito de ter feito uma viagem bacana. Talvez Buenos Aires ou mesmo Aracaju, para visitar a família. Não deu. No máximo, consegui dar um pulinho em Paraty no feriadão da páscoa, mas o tempo não ajudou e acabei voltando de lá junto com o temporal que assolou o Estado do Rio no início do mês. Foi bacana, apesar de não ter sequer molhado os pés na água do mar ou da cachoeira, porque pude voltar ao restaurante Sancho Pança, da Geni (mãe do Renato) e do Aldo. Acho que valeu a viagem, mas com isso perdi o lançamento do livro do Bruno na livraria Folha Seca. 

3) Não tive muita disciplina para malhar. Cheguei à conclusão de que detesto sair de casa para ir à academia. Prefiro, mil vezes, deixá-la para depois das minhas tarefas diárias. Sigo sem entender como é que as pessoas podem gostar de se exercitar pela manhã. Tentei uma ou duas vezes, mas não dá pra mim. Demoro a engrenar no exercício, acho tudo mais pesado... Mil vezes malhar à noite. Funciono bem melhor e ainda saio de lá revigorada. Mal posso esperar para voltar ao batente e retomar minha rotina de exercícios.

4) Conheci dois novos estabelecimentos tijucanos aos quais vinha tentando ir desde a inauguração: a Devassa da Mariz e Barros e o Mexe México nas imediações da Varnhagen. Gostei bastante da primeira, mas me decepcionei bem com o segundo. O problema da Devassa é apenas o preço. Qualquer hora voltamos lá para o almoço a quilo, que parece sair mais em conta. Com relação ao mexicano... Lotado, atendimento desorganizado, chopp Itaipava... De qualquer forma, valeu a experiência. Em ambos, tivemos o privilégio da companhia de nossos amigos Musse e Márcia. No fundo, é o que importa. Qualquer lugar é legal quando estamos em boa companhia.

5) Recebemos a Taty e o Bruno, que há tempos nos deviam uma visita, para assistirmos a um jogo qualquer do Flamengo (obviamente não prestei atenção, foi só uma desculpa para cervejas e belisquetes) e fomos por eles recebidos para um Chá de Casa no feriado de Tiradentes. Que me perdoem meus amigos que moram em outros bairros (quiçá, cidades), mas quero cada vez mais preservar a amizade com os que moram por aqui. Quero estreitar laços e facilitar o convívio. E tenho dito! Se eu puder, fico pela Tijuca mesmo...

6) Estas vêm sendo férias culturais... Vi o show do Henrique Cazes no Sesc Tijuca e comprei ingressos para ver a peça Besouro Cordão de Ouro, no próximo domingo, também lá. Vi a peça Vicente Celestino - A voz orgulho do Brasil, em cartaz no Sesc Ginástico (eu, Flávio, os velhinhos peraltas de Conservatória... um lance beeeem Cocoon). Assisti a Chico Xavier (minha mãe insistiu) no Iguatemi e vi, finalmente, Leonera em DVD (o filme estava há meses na lista da locadora). Além disso, aproveitei para assistir, ontem, ao filme Se beber não case no pay-per-view. Achei divertido.

7) Resolvi algumas burocracias bancárias, arrumei alguns papéis (mas nem metade do que ainda tem por arrumar), pus uma sandália e duas bermudas para consertar, separei algumas roupas e sapatos para doação (mas ainda não doei), emoldurei dois quadros que comprei em Fortaleza há mais de ano e não consigo largar os joguinhos do Facebook... Entretanto, não estudei, pouco brinquei com o Wii, não decidi quando vou reformar meu banheiro, não fui a Araras nem a Magé. Acho que precisaria de férias eternas para  fazer tudo isso... porque, em casa, de férias, meu ritmo é lento, muito lento. Mais que o habitual.

Pois bem, por hora fico por aqui. Quero ver se consigo ir ao show da Dorina logo mais, na Garibaldi (só para não dizer que não vi nada do tal Viradão Cultural). Amanhã, aniversário do Flávio, é dia de festinha caseira e, domingo, dia de teatro no Sesc Tijuca: último dia da peça Besouro Cordão de Ouro, que vem sendo super elogiada.. Hasta la vista, babies!

domingo, 11 de abril de 2010

Estou de férias!!!

Dia 31 de março, véspera do feriadão da páscoa, foi meu último dia de trabalho. Afinal, desde o dia 5 de abril, estou de férias. Tenho meio que trauma de redações sobre minhas férias e, por isso, evitei escrever qualquer coisa aqui a esse respeito, só que não resisti. Depois de um fim de semana chuvoso em Paraty, de onde voltei justo a tempo de proteger-me do temporal que castigou o Rio nessa semana, vi-me forçada a ficar em casa por uns dias. Ok, precisava descansar, né? E, se por um lado pensava que "ninguém merece começar as férias com tanta chuva", por outro agradecia "por não ter que sair nessa chuva para trabalhar, não ter que me estapear para pegar o metrô lotado ou esperar horas por um ônibus xexelento". Bom mantra, que recomendo a todos os que estiverem de férias agora.

Pois bem, a chuva parece estar indo embora e, com isso, a vida citadina retoma seu eixo... E minha vida social, idem. Então, sexta passada, venci a inércia e fui encontrar a Julie no centro do Rio. Pena que uns resquícios de chuva fizeram questão de atrapalhar nossos planos de bater perna pelo Saara (mas o sol ainda brilhará! Saara, tremei!)... Entretanto, até que foi bom, porque tivemos um excelente motivo para entrar num lugar muito simpático (que namoro a tempos, da janela do 229) chamado Café do Bom, Cachaça da Boa. Lindo, lindo, lindo demais! E gostoso, aconchegante... Só não me animei a subir as escadas para ver os livros do sebo que funciona no mezanino. É que, depois de jogar conversa fora, tomar água, espresso (bom, muito bom!), pastelzinho de tomate seco com ricota e brownie com calda de chocolate (pecaminoso...), achei melhor aproveitar a estiada para bater perna na rua. Julie, que tomou um singelo chá com bolinho de laranja, concordou, e fomos para na Caixa Cultural.

Rua Carioca 10, no coração do Rio

Vimos a exposição A Pintura em Pânico - Fotomontagens de Jorge de Lima, sobre a qual eu havia lido a respeito e que me pareceu interessante. Como já disse em outro post, não sou uma fã de exposições, mas tenho me esforçado para encontrar sentindo nesse tipo de fruição artística. Achei que a ideia de fotomontagens poderia gerar coisas divertidas e, bem, já que nem a Julie gostou muito da mostra, nem me envergonho em dizer que não gostei. Poxa, a sala era muito escura e a maioria das imagens (em preto e branco) não me dizia nada. Na verdade, acho que o tal do Jorge de Lima devia estar mucho loco na hora de criar aqueles troços... E o sentido se perdeu junto com ele, infelizmente. Sei lá, vai ver que é por isso que não entendia patavina da propalada obra-prima Invenção de Orfeu de que tanto falam no meio acadêmico. Estou em outra sintonia, pelo visto. Não curto muito poesia, para iníco de conversa. E não compreendo bem simbolismos religiosos, alusões místicas... O hermetismo, confesso, me cansa. Então, Jorge de Lima não é para mim, a despeito de muitos o considerarem sublime. Que seja, acredito... :-)

Mas a ida à exposição até que não foi de todo perdida. Além da meia dúzia de fotomontagens que, enfim, considerei realmente interessantes, havia uma mesa com revistas, papéis, cola e tesoura para que os visitantes fizessem suas próprias fotomontagens. Não gostei muito do acervo de imagens disponíveis, a luz era um tanto fraca e os bancos, deveras desconfortáveis, porém, diverti-me bastante. Adoro corte-colagem! E até propus à Ju que fizéssemos uma sessão dessas aqui em casa. Afinal, tenho trocentas coisas para usar aqui... O que não me falta é papel, cola e tesoura. Arrumar as revistas é mole!

Eis minha obra de arte... :-P

Leiam, aqui, o relato da Julie sobre a nossa tarde. As fotos, como vocês perceberão, "roubei" de lá.