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domingo, 6 de fevereiro de 2005

O "auto-romance" de G. G. M.

Para escrever boas histórias, é preciso primeiro vivenciá-las. Pelo menos, é isso o que Gabriel García Márquez defende em Viver para contar, primeiro volume de suas memórias. Neste livro, Gabo conta histórias de sua juventude e de como tornou-se escritor e jornalista, lutando contra a vontade de sua família que o queria advogado.

Sua biografia tem ares de romance. Se antes já se dizia que seus livros eram todos baseados na vida real, agora fica difícil crer que sua vida não é a própria literatura em estado bruto. É um desses livros que a gente começa já pensando em reler com um caderninho a postos: para anotar os nomes dos personagens e as diversas referências literárias. Afinal, leitor compulsivo, o autor cita todos os livros que considera fundamentais para sua “formação” como escritor. E, com isso, acaba por "fazer a alegria" dos sebos da cidade, promovendo a peregrinação de seus leitores em busca dos títulos citados.

Seja como for, uma coisa fica clara: embora leituras e experiência de vida possam ser importantes, a vivência prática da escrita ainda é determinante. Sem dúvida alguma, a obrigação cotidiana de produzir textos exigida pelo ofício jornalístico foi e – por que não? – continua sendo uma grande escola.

2 comentários:

Herbert disse...

Só passando prá dizer um "oi" mesmo ;)

rodrigot disse...

acabei de descobrir esse seu espaco, adorei.
mas.... já largou?

beijão