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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Um pingüim meio confuso

Os pés de Happy Feet rompem a casca

Fim de ano. Férias escolares. Levei minhas priminhas de 6 e 4 anos para assistir a “Happy Feet – O pingüim”. Na verdade, minha primeira intenção era apenas levá-las para passear no Iguatemi, com minha avó (e delas também). Mas, depois de algum tempo olhando-as nos brinquedos do parquinho, pedindo fichas e mais fichas para tentar ganhar cupons que valiam balas... Bem, achei melhor procurar outra coisa para fazer.

Bebé e Juju entraram no cinema animadas. Não sem antes pedirem pipoca e refrigerante... Aliás... Uma fortuna o que se gasta com criança em shopping, credo! Estavam empolgadas com a história do pingüinzinho dançarino... Ficaram tristes quando o viram ser desprezado por não saber cantar. Até aí, tudo ótimo.

Entretanto, acho que nossa ida ao cinema foi um verdadeiro fiasco. O filme, supostamente para crianças, mostrou-se extremamente complicado. Da metade em diante, Juju, a mais nova, só sabia repetir para a avó que estava “com saudades da mamãe”... E a Bebé, tadinha, não tava entendendo nada. Perguntava o tempo quem eram os tais alienígenas... E ficou apavorada com os leões-marinhos.

O problema é o seguinte: Happy Feet é um pingüim diferente dos outros. Embora seja um excelente dançarino, canta mal pacas. E é inconcebível um pingüim que não saiba cantar. Pelo menos, é o que a gente aprende com o filme. Por ser diferente, atribuem a ele a culpa pela falta de peixes que a “sociedade” pingüinesca vem enfrentando. Os sábios (?) anciões dizem que os deuses estão ofendidos e coisas do tipo. Pois bem, Happy Feet sai em busca de respostas. Ele está certo de que é tudo obra de alienígenas.

Ora, os alienígenas são os seres humanos. É óbvio que o desequilíbrio ecológico provocado pela pesca predatória é a causa da escassez de peixe. Infelizmente, essa obviedade não se aplica a crianças. Happy Feet desbrava um mundo completamente desconhecido, os seres e coisas que encontra pelo caminho são, por isso, assustadores. Tudo aparece sob o ponto de vista dos pingüins. Os demais animais estão famintos, porque não há peixes... E, bem, minhas priminhas ficaram apavoradas.


PS: Este, provavelmente, é o último post do ano. Já vai meio atrasado, é verdade. Mas fim-de-ano é uma loucura! E, para piorar, tem a reforma da casa... Ou seja, muito complicado parar para escrever sobre tudo o que gostaria. Por isso, desejo a todos um feliz 2007! Que seja um ano alegre e cheio de boas recordações para todos. Eu, por exemplo, começarei o ano viajando. Que eu traga boas histórias para contar por aqui. Até a volta!

2 comentários:

Julie Carvalho disse...

E a Marcha do Imperador, vc já viu?

Beatriz Fontes disse...

Até hoje não vi... Acho que fiquei meio cabreira porque me falaram que os pingüins são dublados. Deve ser muito esquisito! :-D