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quarta-feira, 11 de abril de 2007

Enquanto a "inspiração" não vem...

Desde minha última postagem, estou devendo comentários acerca de dois filmes: “A Rainha” e “Borat”. Já havia assistido a ambos naquela época, mas achei que o texto tinha ficado comprido demais e que seria mais honesto deixar para depois. Perdão, se soa um pouco deslocado agora, mas minha vida anda a mil. Nem vou prometer mais nada. Porque não posso garantir que vou cumprir. O que eu pretendo, porém, é que esse espaço sofra algumas mudanças. Não falarei delas que é para não me comprometer (que feio, né?), mas espero que vocês consigam percebê-las aos poucos.



A RAINHA

Helen Mirren, em "A Rainha": caracterização é o melhor do filme


Sinceramente, não faz meu estilo de filme. Não tenho nenhum interesse em saber o que se passou com a Família Real Britânica na época da morte da Lady Di. Aliás, assim como não me interessa o antes ou o depois. Só fui ao cinema esse dia para ver esse filme porque foi o que meu avô e sua mulher escolheram (e por ser perto de casa!). Eu fui de acompanhante, para eles não caminharem sozinhos pela rua... E ainda arrastei o Flávio para o sacrifício. Mas confesso que foi até melhor do que imaginava. A atriz principal (Helen Mirren) realmente merece elogios por sua atuação e caracterização. Está muito parecida com a original. Entretanto, não deu para tirar a impressão de que o filme nada mais é que uma tentativa de “limpar a barra” da realeza, mostrar sua humanidade, seus dilemas... Ah! Tenha a santa paciência!




BORAT

A irreverência de Sacha Baron Cohen (Borat) surpreende


Vi o trailer de “Borat - O segundo melhor repórter do glorioso país Cazaquistão viaja à América” na minha ida à Barra para ver “Volver”. Logo de cara, o impagável Sacha Baron Cohen despertou minha atenção. Fiquei ansiosa esperando pela estréia do filme, querendo saber – afinal – que filme é esse. Em geral, detesto filmes de comédia, mas tive a impressão de que este seria um pouco como o bom e velho “Monty Python”. Ou seja, um certo humor [negro] tipicamente inglês.

Não me enganei. A premissa do filme é a seguinte: um jornalista do Cazaquistão, Borat Sagdiyev (Cohen), parte para os Estados Unidos com a intenção de rodar um documentário sobre os costumes da sociedade norte-americana. Durante sua viagem pelo país, ele conhece pessoas reais, que reagem ao seu comportamento primitivo de maneira preconceituosa e a hipócrita. É hilário.


O curioso é que eu esperava uma reação mais conservadora ao filme. Até vi algumas críticas negativas (na verdade, só me lembro de uma), mas no geral todas as pessoas com quem falei adoraram o filme. Inclusive, algumas que eu imaginava que o detestariam. Vá entender!



PS: Sem dúvida... O próximo da minha lista é o novo Woody Allen. Ops! Minto! Próximo, próximo mesmo, é
Rio de Jano e Cartola. Aliás, diria mais: CineSobrado. Aguardem!

7 comentários:

Fabrício Morais disse...

Não vi e nem pretendo ver A Rainha, a não ser que passe na TV ou caia em minhas mãos de paraquedas. Mas não tenho nenhum motivo especial para isso.
O Borat é realmente divertidíssimo. Dei muitas risadas com o filme.
Estou também esperando o Cartola e agora, a partir da sua indicação, também estou esperando o Rio de Jano. Obrigado pela dica! hshshs

Já viu o filme The Secret!? (muitos risos)

Gosto do blog, estarei sempre por aqui...

julie carvalho disse...

Não vi A Rainha, talvez eu o baixe, pq o assunto para mim não merece nem o dinheiro da locação... Mas ainda assim tenho curiosidade em ver a atuação da atriz vencedora do oscar. Quanto ao Borat... hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah
Bjs.

Beatriz Fontes disse...

Fabrício e Julie: não vejam "A Rainha"! É como ver um filme na Sessão da Tarde, mas com uma produção melhorzinha. Não vale o esforço, a não ser que vocês tenham que acompanhar um casal de velhinhos ao cinema e que estes se recusem a ver qualquer outra coisa... ;-)

Fabrício: tô meio atrasada com o post do "Rio de Jano", que exibimos semana passada lá no CineSobrado. Mas, esteja convidado para a exibição de "Cartola", de graça, na próxima quarta-feira (dia 25), às 20h. O endereço é Rua Gonzaga Bastos 312, Vila Isabel. Ainda não sabemos quem será o convidado para o debate que se seguirá ao filme, mas será um prazer tê-lo conosco.

Arnaldo disse...

Destes dois eu só assisnti A Rainha. Até escrevi um texto
no meu blog sobre ele. Borat, eu vi o trailler e acabei não indo assistir. Vou tentar ver em DVD, agora. Você viu O Cheiro do Ralo? O que achou? Escrevi sobre ele
também. Aliás, tenho alguns textos sobre cinema no blog. É só clicar no mote cinema , lá na coluna da direita.

Beatriz Fontes disse...

Arnaldo: Ainda não vi "O chiro do ralo". As coisas andam um pouco corridas, mas tão logo eu consiga assistir ao novo Woody Allen (cada vez menos novo, aliás), este é um dos primeiros da lista! Beijão!

Arnaldo disse...

Ainda não vi o filme do Woody Alem. Gosto muito dele, mas às vezes fico achando que ele perdeu a mão. Mas por outro lado, percebo que é difícil ser genial o tempo todo. O problema é que, se o cara não é genial sempre, então não é gênio. Os filmes dele que mais me seduzem são os dos anos 70 e 80. Gosto muito de Annie Hall, Zelig, Hannah e suas irmãs e Crimes e pecados. Mas meu preferido mesmo, de longe, é Manhattan, principalmente por causa da trilha sonora. Acho que a partir dos anos 90 ele caiu pra um outro padrão, embora eu goste muito de Poderosa Afrodite. Mas mesmo assim, são filmes acima da média.

Vou, certamente, assistir este novo filme, mesmo porque, gosto bastante da Scarlett Johansson. Além de ser uma boa atriz, é uma delicinha!

Beatriz Fontes disse...

Arnaldo: Não acredito na existência de gênios. O que eu acho é que há pessoas que conseguem ter momentos de genialidade. É o que acontece com o Woody Allen... O cara tá tão acima da média que eu faço questão de assistir a todos os filmes dele. Mesmo que eu saia do cinema achando que o anterior foi melhor... O engraçado é que eu não gostava dos filmes dele. Achava tudo meio chato, sei lá. Se não fosse uma amiga me obrigar a ver sei lá quantos filmes dele em vídeo, acho que jamais mudaria de opinião. ;-)