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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Desbravando o "Rio Antigo"

Todo sábado de pós, namoro os restaurantes bacaninhas da rua do Rosário. O pessoal da turma nunca está a fim, porque são mais caros e, bem, quase todos são professores... Ou seja, valem-se daquela desculpa clássica: "professor ganha mal". Além disso, é realmente mais fácil conciliar tantos gostos e preferências culinárias nos tradicionais restaurantes a quilo. Com isso, inovações são raramente bem-vindas.

Pensando bem, creio que eles só gostaram mesmo de conhecer a livraria Folha Seca (por conta do excelente acervo e por ter o café espresso mais barato das redondezas) e um restaurante a quilo do qual já nem lembro o nome na 1º de Março. Nada demais, apenas mais uma opção para o almoço comunitário (é impressionante como o povo se condiciona a ir sempre aos mesmos lugares e nem olha para os lados).

Da última vez, porém, consegui convencer o Márcio (um dos dois meninos da turma) a tomar uma sopinha e comer um sanduba na Brasserie Rosário. Foi providencial para a ressaca (sim, do tipo inesquecível), mas exagerei. Comi até sobremesa! E, assim, o almoço saiu uma pequena fortuna. Analisando agora, semanas depois, teria trocado o sanduíche por uma quiche com salada... mas manteria o doce. Precisava demais de glicose naquele dia!

O fato é que minha maior frustração era não conseguir almoçar na Al-Farábi, misto de livraria, restaurante, bar, livraria, sebo, galeria e sabe-se lá mais o quê, que fica na rua do Rosário. Já tinha tomado café, comprado livro, tomado cerveja (diversas opções boas e geladas), mas almoço que é bom, nada. Até ontem, quando consegui convencer a Si a sair lá dos arredores da praça Mauá para me encontrar ali, com a desculpa de ser meio do caminho para ambas. Amei.

Pena que a hora do almoço é tão curta e nem deu para zanzar entre os livros, tomar uma ou duas Therezópolis Gold, bater papo com o Simas (figurinha fácil por ali e um dos professores que marcaram minha vida). Aos sábados, infelizmente, fecha cedo, mas já combinei com a Si de voltarmos um dia de semana, após o expediente. Vejamos.


Amo essa ideia de reunir tantas coisas num só lugar. Parada na porta, enquanto esperava a Si, passa uma dona perguntando pela livraria. Respondi que era ali mesmo, e ela, vendo as mesas espalhadas pela rua: "Ah, pensei que fosse um restaurante!" E eu: "Mas é, também"

3 comentários:

Mariane disse...

Bia, nem sabia que tinha um blog! Acabei descobrindo ao acessar seu perfil. E adorei...é o tipo de leitura que eu gosto! Conheci os donos do Al-Farábi - excelentes pessoas - fomos com eles ao CADEG (agora acertei!). Mas não fomos lá, infelizmente, devido ao tempo curto mesmo, mas adoraria. Poderia ser nosso próximo passeio quando formos ao Rio, nós e os queridos...
Bjão!

Beatriz Fontes disse...

Oi, Mari! Seja bem-vinda. Fique à vontade para zanzar por aí. O Café Zurrapa não é um blog lá muito frequente, mas não consigo largar. Quanto à sugestão de irmos ao Al-Farábi, acho que é uma ideia, sim. Estando por aqui, estou sempre às ordens. Vocês decidem, a gente vai. Beijinhos! ;-)

Farida disse...

Bia, adorei o texto. Quando eu for ao Rio quero conhecer esse lugar. Beijos