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segunda-feira, 16 de maio de 2005

Cumplicidade Automotiva

Aos que já conhecem o texto abaixo, perdão pelo repeteco...

Dirijo um carro 89. Uma marajó verde clarinha, que minha mãe comprou zerada num consórcio. Na época, ela quase não usava carro, porque trabalhava no Centro do Rio e não tinha onde estacionar. Quando queria ir a algum lugar perto, acabava optando por usar o fusquinha (sim, nós ainda tí­nhamos um!) ou saíamos no chevette do meu pai.

A marajó, por ser um carro grande, ficava guardada na garagem. Só era usada pra irmos ao sí­tio (ou para outros passeios mais longos). E assim foi, durante muito tempo, até minha mãe se desfazer do fusca. Mas ela acabou não usando muito a marajó, pois esta já estava "velha" (a marajó, é bom frisar...). E minha mãe acabou comprando outro carro assim que pôde. A marajó continuou na garagem.

Quando tirei minha carteira, a marajó estava designada para mim. Mas eu tinha medo e só comecei a dirigir, mesmo, aos 20 anos... Mais ou menos na época em que comecei a namorar o Flávio, que não dirige. Desde então, quase não saio sem carro. Adoro a marajó. Ela é espaçosa, fácil de dirigir, tem motor 1.6, a manutenção não é nenhuma fortuna e, o melhor de tudo: funciona a gás! Desde que instalei o GNV, acabou-se o problema de consumir gasolina demais! Isso já tem bem mais de 1 ano.

O engraçado é que eu fico procurando outras marajós na rua. Acho que isso é mania de quem dirige carro velho: ficar procurando carros "gêmeos" (ou quase). Eu sempre vejo uma ou outra. Mas há anos passo por uma idêntica, na rua Haddock Lobo. Sempre que olho pra ela, acho que é a minha. E isso mesmo que eu esteja dirigindo a própria! É uma loucura...

Já tinha visto o dono outras vezes, de passagem. Mas imagino que ele nunca tinha me visto. Até hoje. Parando no sinal, vejo a marajó estacionada. Parei bem em frente e vi o motorista saindo... Fico ali, olhando, paralisada. Ele saiu, olhou pro meu carro e, por um momento, tenho a impressão de que ele passou pela mesma confusão que a visão do carro dele me causa. Ele virou o olhar para seu próprio carro em seguida, eu sorri e fui embora. O sinal tinha acabado de abrir.

3 comentários:

R. Mariano disse...

Oh! Uma pequena homenagem mais que merecida à adorável marajó que nos trás todos os dias de volta para casa depois da aula.
Em nome da "turma da marajó", digo que nós a adoramos, e nem ligamos se não há nas ruas outras iguais. Aliás, preferimos assim. Além de ser mais fácil de achar no estacionamento, é bem provável que na vida dessas quatro pessoas, nenhuma outra marajó venha a ocupar o mesmo lugar de destaque. Assim, ela para sempre será única, símbolo de uma época divertida, de muitas risadas e bavoseiras mil!
Beijo Bia!
R. Mariano

André Ferreira disse...

Em primeiro; que raio de carro é esse, marajó? O meu primeiro carro( e último) foi um citroen 2 cavalos, já bem velhinho, sempre que passava por um igual cumprimentava o dono do carro, hoje sem o carro ainda o faço por vezes( as pessoas devem pensar: mais um maluquinho!).

Bruno Ribeiro disse...

Meu pai tinha um Chevette cor de abóbora e quando a gente parava ao lado de outro igual (era raro, mas acontecia) era aquela troca de olhares. A gente sabia que o dono do outro carro estava pensando o mesmo que a gente e sempre havia uma troca de sorrisos.